Comentando o Volume #27 – Parasyte vol. 01

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Chegamos ao post 100 do Itadakimasu, e antes de começar a review queria agradecer a todos que acompanham o blog. Se eu não tivesse o retorno de vocês, com certeza não teria continuado escrevendo, e não é apenas o retorno nos comentários, eu vejo nas estatísticas do site que tem muita gente lendo e acompanhando, e isso realmente me motiva a continuar escrevendo. Muito obrigado mesmo e que venham os 200, 300 e 500 posts no blog. 😀

Agora vamos ao que interessa.

Parasyte (ou Kiseijuu) é o novo lançamento da JBC em 2015. O mangá é de autoria de Hitoshi Iwaaki e foi publicado nas páginas da Afternoon entre 1988 e 1995 e teve um total de 10 volumes. Ano passado recebeu pela primeira vez uma adaptação para anime e contou com 24 episódios ao todo.

Minha assinatura chegou semana passada (e foi bem rápido) e eu devorei o mangá em questão de 40 minutos. O mangá é realmente muito interessante e prende o leitor de uma maneira que eu não esperava.

A série conta a história de Shinichi, um estudante que uma noite encontra uma “cobra” em quarto. Essa estranha criatura acaba entrando dentro de seu braço e ocupando o lugar onde deveria estar sua mão direita. Ao mesmo tempo, outras criaturas começam a ocupar a cabeça de pessoas em vários pontos do mundo, o problema é que esses “parasitas” são canibais e se alimentam de carne humana. Enquanto o mundo começa a se preocupar com as estranhas mortes, apenas Shinichi sabe a verdade, e com a ajuda de Miggy ele precisa decidir como sobreviver a esse “novo mundo” habitado por parasitas.

O primeiro ponto que vou destacar em Parasyte é a arte. Se você conhece a obra somente do anime, provavelmente vai acabar estranhando o traço diferente. Bom, esse é um mangá de 1988 e tem uma arte muito característica daquela época, enquanto o anime é de 2014 e recebeu uma grande “conversão” para o nosso mundo atual. Isso quer dizer que o mangá é ruim? Pelo contrário, a arte do mangá é incrível e (ao menos para mim) muito superior a do anime.

A história também cativa, e aqui vou fazer uma “relação” entre Parasyte e Tokyo Ghoul. Calma, antes de me atacarem e xingarem pensem um pouco comigo: Um garoto normal e meio “cdf”, por algum motivo ele acaba se transformando em “meio humano/meio monstro”, e agora precisa se encaixar um pouco nos dois mundos e possuindo o ponto de vista de ambos lados.

Querendo ou não (e abrindo mão de pré-conceitos bestas), Parasyte e Tokyo Ghoul possuem enredos muito parecidos e eu (que estou lendo ambos pela primeira vez) achei bem interessante fazer essa comparação entre o mangá de 1988 e o de 2011. Vai ser bacana ver como cada protagonista vai se comportar agora, levando em consideração coisas que variam não apenas do comportamento de cada um, como também da época em que cada série foi lançada, e notar em que momento elas vão se separar (ou não).

Outra questão que eu queria destacar é o fato de ele ser um mangá de banca. Gostei muito da JBC ter trazido Parasyte para as bancas, claro que temos o hype do anime recente, mas mesmo assim, esse é um mangá de 1988 e tem um traço até de certo modo “datado”. Espero que ele seja um sucesso e mais mangás antigos venham nas bancas e não apenas para livrarias.

Sobre o trabalho da JBC eu vou ir (novamente) contra a galera do face e vou de encontro a o que tenho lido em vários blogs: está do caraleo. A capa fosca é lindíssima, até mesmo a arte (exclusiva para o Brasil) que tanto desagradou o pessoal ficou muito bacana, eu curti muito, é simples e bonita. O acabamento do mangá está muito bom, o papel é firme e bom de folear, não está transparente como dizem, está bem normal, bem ao nível de Terra Formars e Yu Yu Hakusho.

Bom, para finalizar, Parasyte chegou as bancas em setembro e com o preço de R$ 16,90 (na minha opinião, um ótimo preço se vermos como ficou o mangá). São 10 volumes e uma história digna de se ter na estante. O mangá é setorizado, deve chegar na fase 2 por volta de dezembro ou janeiro.

Ele vale, e vale muito a pena. Quem não comprar vai se arrepender no futuro igual quem hoje chora por não ter pego Monster ou Homunculus (vulgo eu).

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2 comentários

  1. Tô com o meu em mãos, mas ainda não li. Sério que vc acha a arte do mangá incrível? Pra mim tá BEM longe disso (e assim como a do Masami Kurumada autor de CdZ, não parece ter evoluído com o tempo. Basta ver Historie, atual mangá do Iwaaki). Mas em compensação, o enredo é instigante (assim como o de Historie), muito bem feito e amarrado. Mas apesar da arte ser bem sofrível em alguns momentos, acho que combinou demais com a história.

    • Então, eu sou da opinião que a arte depende muito da história, se ela consegue representar bem o que a trama está pedindo. Tem artes como por exemplo a do Togashi que eu acho incrível para o que pede HxH, com aquela questão sombria e tensa, que as vezes chega a causar um “mal estar”, mas que todos acham horrível. Consegue imaginar One Piece com a arte foda do Miura?
      Agora tem artes como a do Kuramada que realmente não dá, não conseguem cumprir o que a história pede. Outras que eu acho que não cumprem seu papel são as de Elfen Lied e Gantz, que tem uma história que pede um pouco mais e não recebem de volta da arte.
      Já em Parasyte a arte entra dentro da história e cumpre sua função muito bem. Também temos que ver que ela é de 88 e hoje estamos acostumados com um traço bem diferente (existe meio que um “modelo Obata”, pode-se dizer).

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