Review #28 – Planetes

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Terminou, e é nessas horas que eu percebo como o tempo está passando rápido, pois esse foi um dos primeiros CoV e até mesmo o responsável por muitos terem conhecido o blog.

A obra de Makoto Yukimura pode ser considerada um marco para o mercado brasileiro. Se tivemos a JBC anos atrás “revolucionando” com a ideia dos relançamentos mais trabalhados, podemos dizer que Planetes é mais um passo evolutivo, dessa vez em direção aos mangás de luxo.
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Ao longo desses quatro volumes vamos acompanhando uma história bem interessante sobre sobre o espaço, tendo como foco Hachimaki e toda sua “descoberta de si mesmo”, algo que foi muito bem desenvolvida pelo autor, pois o personagem começa como um grande imbecil, sério, eu tinha nojo dele, mas aos poucos ele vai amadurecendo e compreendendo o quão pequenos somos diante do universo, a contemplação que ele tem no terceiro volume é algo incrível.

Porém devo admitir que o volume 4 me decepcionou.

Não é que ele tenha sido ruim ou algo do tipo, pelo contrário, a história da Fee e do tio dela é incrível. Só que esse volume me pareceu completamente deslocado, quase um “spin-off” da série, contando histórias de outros personagens (como aquela do “e.t.”).

Terminamos o terceiro e chegamos ao último empolgados para ver enfim a viagem para Jupiter, mas o que encontramos são histórias “aleatórias” e apenas 2 capítulos (algo em torno de 80 páginas) no final mostrando o Hachimaki.

Óbvio, não sou ninguém pra dizer como o autor deveria ou não ter feito seu mangá, mas acho que o volume 4 deveria ter sido mais focado no desfecho de toda a história do Hachimaki, e ai fazia um quinto volume com esses “extras”, porque eu fiquei bem decepcionado em 3 volumes fodas terem apenas dois capítulos no final, pareceu algo “putz, esquecemos do Hachi”.

Vamos falar um pouco sobre a Panini agora, e sobre o que Planetes pode significar no nosso mercado. Mas antes quero perguntar uma coisa: porque ninguém falou sobre a transparência dele, principalmente no volume 4?PLANETES_A4_1446858883535343SK1446858883B

Honestamente, eu curti demais o formato e acho que mais obras podem vir assim. Aparentemente ele vendeu bem, tanto que a editora já confirmou Vagabond no mesmo formato. Porém eu vou mais longe, acho que Naruto Gold já deveria ter vindo assim, acho que One Punch-Man (e suas lindas artes de capa e orelha) devem vir assim.

Mas não vai, sabem porque? Porque nosso público é chato, mesmo com a perfeição que foi Planetes, teve gente (poucos, mas teve) que reclamou do preço. Agora imagina se forem 3 ou 5 mangás nesse preço? Respondam com sinceridade, vocês preferem comprar 6 mangás com o brite bagaceiro mas por R$ 12,90 (dando R$ 77,40) ou 4 mangás top como Planetes por R$ 18,90 (dando R$ 75,60)? É meio óbvia a resposta.

Porém é inegável que Planetes é um marco para nosso mercado, agora teremos Vagabond para mostrar se uma série longa pode viver nesse estilo. Quem sabe chegamos num momento em que o Brite esteja extinto assim como o meio tanko?

Seja por sua história linda ou por seu acabamento foda, Planetes é provavelmente uma das melhores obras publicadas no Brasil, não apenas em 2015, mas em todos os tempos. É um mangá obrigatório para qualquer coleção.

Nota: 4,9 / 5

E sim, a Panini consegue fazer coisa boa quando quer.

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5 comentários

  1. Ainda não terminei de ler Planetes, mas foi um dos melhores mangás que comprei em 2015 sem sombra de dúvidas, tanto pela qualidade quanto pela história.

    Sobre o preço e a qualidade eu achei bons, a transparência eu achei bem pouca comparado aos mangás da JBC(ainda não li volume 4), Naruto deveria ter vindo assim e iria vender mesmo sendo mensal tenho certeza. OPM já foi dito que virá com orelhas por causa da arte, espero que venha também em offset. Infelizmente o povo prefere pagar barato em algo de baixa qualidade do que pagar um pouco mais caro por algo melhor, daí a editora lança um mangá a R$13,90 com papel transparente e o povo quer um papel melhor sem que o preço do mangá mude. Pior é comparar o papel de um mangá de R$18,90 como Planetes com algo de R$13,90/14,90 querem algo bom mas não querem que mexam no seus bolsos.

    Enfim, Planetes é um mangá ótimo e está entre os melhores da minha pequena e singela coleção, ficando no TOP5. Espero que Vagabond tenha um tratamento igual pois é um título que merece.

  2. Realmente Planetes é uma obra prima, em todos os sentidos, inclusive no acabamento dado pela Panini!
    Concordo com tudo que você falou sobre o preço e qualidade, entretanto, fico receoso quanto a Vagabond. Pretendo pegar porque tudo o que o mestre Inoue toca vira ouro e com Vagabond não é diferente, a obra é sensacional e entra no meu top 10 facilmente.
    Mas é Vagabond e é aí que o problema começa. É uma série que já possui uma legião de fãs aqui no Brasil e que teoricamente, eu disse teoricamente, se sustentaria na questão de vendas, mas acontece que não é tão simples assim! A maioria dos fãs de mangá e que acompanha o mercado nacional deve saber que a Conrad lançou Vagabond em meio-tanko e depois “matou” a obra com uma série de decisões equivocadas (não vou me estender nisso), logo na sequência a Nova Sampa “namorou” a obra durante algum tempo e conseguiu fazer uma burrada maior ainda do que a Conrad! Isso destruiu totalmente a confiança que os fãs têm na “vida” que essa obra pode ter no mercado.
    Falamos do título, agora vamos à editora. Estamos falando de Panini e ela é de longe a editora que menos respeita o seu consumidor, pelo menos no selo de mangás. Não são poucas as séries que foram congeladas e até mesmo canceladas pela editora, eu, até hoje tenho as edições de Kekkaishi que estão paradas no 19, isso porque é uma série muito divertida, mas que infelizmente não deu certo. Quem se lembra do sofrimento para terminar Homunculos (e cá entre nós, parece que a Panini imprimiu só uns 10 últimos volumes porque não se acha em canto algum), ou no medo de cancelarem Air Gear, ou o segundo cancelamento de Peach Girl, etc, etc, etc…
    Eu tenho muita sorte de ter começado a acompanhar mangás quando Vagabond já tinha muitos números lançados e não valia a pena correr atrás, aliás, na época eu não trabalhava, então dependia da minha mãe para comprar mangás, e todo meu esforço era para acompanhar One Piece, minha série favorita de todos os tempos! 😛
    Depois quando lançaram a edição de luxo eu ainda não tinha dinheiro para aquela beleza, e hoje estou muito feliz por isso! Da mesma forma que fiquei por não ter conseguido pegar Dragon Ball definitivo!!
    Talvez essa volta represente um novo começo, num formato caprichado e desde o primeiro volume. Eu repito, eu irei colecionar, nem que para isso eu tenha que paralisar alguma outra série que seja mais fácil de conseguir depois, mas estou pensando seriamente em pegar os 5 ou 6 primeiros números e ver até onde vai, pra depois ir pegando o restante, Vagabond se tornou uma aposta arriscada demais e o pior, vem pela Panini! Vagabond está sendo encaminhado para o seu 40º volume no Japão e não está tão próximo assim do fim (isso se acompanhar a história verdadeira de Musashi), que ele venha de maneira organizada e que seja bastante divulgado como foi Berserk, pois a obra merece esse respeito.
    O importante é que façamos a nossa parte como colecionadores e amantes dessa arte. E uma dica, quem não conhece Vagabond, basta buscar algumas imagens no Google para ficar animadinho!!!

    Haag, foi mal, mudei totalmente o assunto do post!!! KKKKK

  3. Bom, acho que prefiro pegar 2 mangás de 18,90 e 3 mangás de 12,90, totalizando 76,50 XD
    Eu ainda não li Planetes, infelizmente. Pretendo comprar em janeiro, já que todo mundo fala muito bem dele. Li o primeiro capítulo pela internet e achei muito estranho, mas mesmo assim interessante, então vou deixar pra ler o resto quando comprar.
    E sobre as editoras, parece que o pessoal pegou um hate da JBC por causa de Gangsta, Ultraman e Orange. Alguns da Panini também estão transparentes, como Tokyo Ghoul 2 e Ataque dos Titãs 13 que, apesar de não estarem com a mesma transparência de Orange, estão muito mais do que seus volumes anteriores. O pior de tudo é ver aquele bando de retardado falando em todo anúncio da JBC que tem pena do mangá que está nas mãos dela. Só porque uma minoria dos mangás está transparentes os caras já acham que tudo é/vai ser bosta, ah pqp.
    Não sei como está Planetes, obviamente, mas imagino que esteja bem parecido com Hideout, que tem uma puta qualidade e é 1 real mais barato e com orelhas. Não sei se é mais barato por causa do formato mesmo ou por causa da crise, mas uma edição dessas pra OPM e Vagabond me parece muito bom (não que eu vá compra-los, só to esperando por Slam Dunk mesmo), até porque OPM já foi confirmado com orelhas, então a 12,90 não vai vir, e com o hype que tá hoje em dia eu não duvido que a Panini de uma atenção a mais pra obra.
    Só duvido que o Brite seja extinto. Vai continuar forte por um boooom tempo, na minha opinião. Os mangás de 12,90 vendem pra caralho pra pirralhada que pede pros pais ou não tem dinheiro (por isso mesmo o Ink ta apostando nesses formatos mais baratos, acho). Vejo isso pela banca do meu irmão, em que Planetes vem 4 unidades e vende 2, Berserk vem 2 unidades e na maioria das vezes eu sou o único que compra e a outra fica solitária na banca; enquanto títulos desconhecidos, porém baratos como Savanna Game e Bullet Armors vem 20 unidades e eles quase esgotam.

  4. Capricharam na qualidade para uma obra que tem tanto quanto. O enredo é simples, mas ele não busca contar algo épico, tão pouco passa uma mensagem de alerta à humanidade – até porque este conflito não é resolvido no fim do mangá. No fim, continuamos sendo mesquinhos, convencidos e todos possuímos nossos problemas. O personagem que mais mudou no mangá todo foi o protagonista, que agora tem um novo motivo para estar vivo e voltar são e salvo para a sua nave. E a sua visão sobre isso é idêntica à visão do leitor ao terminar o mangá: irrelevância. Não importa se nem todos conseguiram o que queriam, no fim, todos estavam lá, juntos, vivendo um novo dia e novas experiências para contar para o futuro. A sensação de ver a Fee desistindo de ser a mandona que quer fazer tudo certinho por causa de uma criança de mentalidade inferior a ela é insana, você vê o contraste na visão de mundo. Ver o Yuri tornando-se alguém que não precisa ser ajudado, por causa de sua esposa, mas sim alguém que ajuda é algo revigorante. A Tanabe mostrando que nem sempre é criançona é um crescimento incrível desde que ela entrou na história. E, por fim, o Hachi com aquela mensagem final a toda humanidade nos deixa com uma conclusão ambígua, contudo, satisfatória. Ao menos, para mim. São as histórias que levaram à essa conclusão que contam, tudo que foi feito e ainda será no futuro da humanidade no espaço sideral. A ação de cada indivíduo que mudou pessoas, nações e até mesmo ideologias. Planetes não é uma obra para todos. Ela é muito mais adulta e tensa do que pensam. E acho que, assim como o Makoto contou na orelha do volume 3, o objetivo do mangá é só um: mudar pessoas. Fazer elas lerem um tipo de mídia empírica e sequencial que é o quadrinho, possibilitando uma aproximação visual e textual para com as personagens. Uma imersão contada em desenhos sempre vazios por causa do espaço, mas também densos por causa de seu detalhamento e paixão, principalmente nas páginas coloridas. É uma obra que marca a gente e estou feliz de tê-la publicado por aqui. Muito obrigado, Panini, por tê-lo trazido às terras tupiniquins e por seu excelente trabalho no mangá.

  5. Enquanto isso na FASE 2 : ERROR 404 NOT FOUND
    Mas pretendo comprar se um dia talvez quem sabe a magnânima Panini enviar pra cá, porque eu só ouço coisa boa desse mangá e ele parece ser no estilo que eu gosto, algo mais intimista.
    Falando em não encontrados, até agora não achei Tokyo Ghoul 3 nem Orange 2 por aqui. Ás vezes dá vontade de largar essa vida de ser feita de trouxa por editoras e distribuidoras, mas aí no que eu gastaria meu dinheiro? Roupas? Sapatos? Não, fácil demais não tem graça. Mas sério, eu só quero comprar umas revistinhas, porque é tão desgastante?
    Desculpa meu meio desabafo off topic.
    Quanto a transparência, o papel jornal também tem, nunca entendi essa implicância só com o offset da JBC. E o papel jornal ainda tem um problema a mais: se eu quiser comprar um mangá de 5 anos atrás (porque reimpressão fora de cogitação né) ele provavelmente vai estar com as páginas feias e amareladas, e o povo querendo cobrar 50 dilmas mesmo assim. Então eu tenho que dizer que eu prefiro o offset mesmo. O Orange podia ter ficado melhor? Podia, mas eu li e não tive uma síncope.
    Agora só nos resta esperar por melhoras.

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