Comentando o Volume #43 – Parasyte vol. 5

PARASYTE_A05_1451395494544411SK1451395494B

Bom dia galerinha, chegamos na sexta-feira.

Vocês devem se lembrar que o post 100 do blog foi sobre o volume 1 da obra. Agora, 80 posts depois e em seu 5º volume, o que será que mudou naquela primeira impressão?

Algumas reviravoltas interessantes já aconteceram na série nessa sua primeira metade, e aqui já vou abrir o primeiro ponto dessa analise: foram muitas mudanças para apenas 5 volumes. Quem lê vários mangás já deve ter se acostumado a ver histórias que não tem grandes mudanças em um curto período, alguns até tem 1 ou 2 arcos em cinco volumes, muitos nem isso tem.

Mas Parasyte mudou num ritmo alucinante nesses volumes. Não sei se podemos chamar cada mudança de arco, mas podemos apontar uns 4 ou 5 momentos em que a história sofreu um impacto que mudou completamente o seu rumo. Desde lutas até mortes inesperadas.

E aqui já vem o segundo ponto a se destacar, eu sou o tipo de leitor que gosta de um pouco mais de “seriedade”, por isso que gosto de obras como Berserk, Zetman e 20thCB, obras onde o protagonista até pode se dar bem, mas não sem se ferrar muito. Na verdade, não é nem questão do “se ferrar”, é mais aquele ponto de que a realidade é que nem sempre tudo sai perfeito ou vai ter um jutsu/esferas para ressuscitar os companheiros mortos. Parasyte nos traz isso, não vou dar spoiler, mas já tivemos duas mortes bem inesperadas (principalmente nesse volume) e que meu ver foram importantes para a evolução do personagem, e eu gosto muito disso.

E a evolução do Shinichi é o terceiro ponto a se destacar aqui. Estou gostando das mudanças que o personagem vem sofrendo ao longo dos volumes, e não foi algo tão forçado para a proposta da série. Está sendo interessante ver aos poucos ele perdendo o lado humano e ficando cada vez mais parasita, eu diria até mais parasita do que o próprio Miggy.

Esse volume 5 marcou exatamente onde eu parei de assistir o anime, mas já consegui notar que vai rolar uma questão mais politica agora, com alguns parasitas tentando conviver disfarçados em meio a população, um tipo de abordagem que eu também acho muito interessante, que vai além daquela questão de “monstro é mal e sai matando todo mundo”.

Alguns comentários rápidos sobre a JBC para fechar o post.

Eu sou assinante, então o meu mangá vem embalado e protegido, mas tenho visto muitas pessoas reclamando que ele foi pras bancas sem plástico de proteção. Esse é o tipo de reclamação que eu acho meio besta em maioria dos caso, porém em Parasyte nós temos a capa fosca que é sempre sensível. Eu já vi na loja da Jambo alguns que estavam riscados ou manchados do pessoal manusear, e olha que a Jambo é super cuidadosa, imaginem então as bancas de revistas que apenas colocam nas prateleiras sem muita atenção. Acho que foi mancada da editor nesse caso.

O papel é aquilo que eu comentei no primeiro CoV, para mim ele está tranquilo e o acabamento da obra está muito bonito. E sim, eu sou um dos poucos que está gostando das capas, ontem mesmo eu estava reparando nelas e estão formando uma paleta de cores bem bacana, começou no vermelho, foi rosa, lilás, roxo e agora azul, se seguir essa lógica, chuto que a do 6 vai ser ou um azul claro ou verde, para lá no 10 terminar possivelmente num branco. Vamos ver se acerto. 😛

Bom, quem é de fase 1, Parasyte 5 chegou nas bancas começo de janeiro. Quem é de fase 2, o segundo volume começou a ser distribuído dia 15. O preço de capa é R$ 16,90 e a série está valendo muito a pena.

Provavelmente ainda role mais um CoV antes da resenha final. Quem sabe. 😀

Anúncios

4 comentários

  1. Bom, sou suspeito pra falar de Parasyte, mas é um título que prende demais sua atenção. E uma coisa muito importante que devo salientar: diferente da maior parte dos outros títulos, o nível da história não decai nem um pouco. Pelo contrário, só faz aumentar, assim como a tensão.
    E o fato de ter assistido o anime não diminuiu nem um pouco o prazer de estar lendo o mangá. Sério, é como se eu estivesse lendo uma história nova. Isso prova como ambas as mídias (animação e mangá) tiveram uma alto nível de excelência em suas respectivas produções, cada uma com suas particularidades BEM particulares ^^.

    • Mas acho que esse é um ponto que se assemelha a Berserk e Zetman. São obras que não servem para todos, pois possuem cenas pesadas e fortes demais. Porém não da para dizer que não são mangás que valem muito a pena. Acho que Parasyte, agora mais recente Éden e no futuro Akira são obra que estão nessa categoria sabe.

      Já o traço, eu curto demais o traço, e o mangá é de 1988, não tem o que se fazer sobre isso (ou seja, não é retro, ele é atual na época dele).

      • Eu já acho que o traço tem que combinar com a obra! Independente de parecer datado ou não. No caso de Parasyte ele é perfeito pra obra.
        Você pára pra pensar em mangás como JoJo, Rokudenashi Blues, Crows, GTO e não consegue ve-los com o traço de Bleach ou Blue Exorcist.

        Um dos exemplos mais atuais de que i traço tem que combinar com a obra é Beelzebub, que têm um traço mais “retrô” por conta do tema de delinquentes juvenis. O traço de Beel é perfeito pra obra! Se fosse outro, talvez não ficasse tão bom!

        Além disso o que dizer de Isobe Isobe? Ou dos personagens mau encarados do Shohoku? Conseguem imaginar Slam Dunk com outro traço?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s