Review #35 – Mashima-En

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Buenas pessoal, chegou ao fim essa semana curtinha e com ela teremos uma review de uma série de curtas também.

Mashima-En é um especial de dois volumes que reúne 8 histórias curtas de Hiro Mashima, autor de Fairy Tail. Nesses dois volumes vemos comentários do autor sobre essas histórias e também um pouco sobre o começo de sua carreira. Em 2012 a JBC publicou os dois volumes dessa coletânea.

A primeira vista eu já posso dizer uma coisa: finalmente descobri porque não gosto de Fairy Tail. Na verdade, acho que não é de FT que eu não gosto e sim do trabalho como um todo do Hiro Mashima mesmo.

Vou explicar.

São 8 ao total, mas é como se todas fossem a mesma coisa, sério, a criatividade do Mashima (ou falta dela) se resume em poucos pontos:
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1- Plue em algum lugar;
2- Herói/Heroína buscando item mágico raro e importante;
3- Transformação de algum personagem;
4- Piadas clichês.

Ao menos 3 desses pontos aparece em todas as histórinhas (isso quando não aparece todos). No começo até é divertido e relaxante, mas na terceira obra já encheu o saco de tão repetitivo. As piadas exageradas que faziam rir pelo exagero, ficam tão forçadas e fora de contexto que incomodam.

Mas nem tudo é tragédia, algumas histórias conseguem se salvar e serem bons one-shot’s, ou até mesmo nos dar a impressão de que poderiam render “boas séries”.

No volume 1 nós podemos destacar Cocona, uma comédia estranha sobre a princesa do Reino dos Demônios que, após se apaixonar por um humano, parte em busca de uma forma de se tornar humana e viver seu amor. A obra tem uma comédia meio clichê, mas os personagens são cativantes e conseguem nos convencer de suas motivações, o final é meio esperado e até mesmo chatinho, mas comparando com as outras histórias, Cocona é uma das melhores fácil.

No volume 2 vemos Bad Boy Songs – A Balada dos Delinquentes já no começo. A história sobre um grupo de “delinquentes” que decide montar uma banda para tocar na formatura. É a única história “normal” e sem superpoderes ou fadas/demônios. É também a melhor obra desses dois volumes, pois vemos personagens mais “humanos” e apaixonantes, com ambições reais e um objetivo firme. Não renderia uma série, mas é um excelente one-shot.MASHIMAEN_A2_1349041774B

Agora, a única que conseguiria render uma boa série na minha opinião é MP – Festa Mágica (embora eu não tenha entendido o motivo do nome). Uma aprendiz de maga parte em busca de um livro raro que não pode cair nas mãos erradas, porém ela não é a única atrás desse artefato. A protagonista é uma aprendiz de maga, mas a magia dela é diferente, é mais soco e chute do que “mágica”, ela é acompanhada por Bomb, um perigoso monstro que após ter matado várias pessoas foi transformado em um pequeno dragão e deve ajudar a garota em sua busca. É um roteiro bem clichê de shonen, e até por isso conseguiria se manter por 50/100 capítulos talvez, mas peca infelizmente naquele tipo de “vilão caricato”, feito muito mais para a comédia do que para história.

Honestamente, eu não gostei nada de Mashima-En, por isso é até difícil fazer uma review, pois teve grandes coisas para comentar. Na minha opinião, é uma série que é muito mais para quem é fã do Hiro Mashima, ou para quem gosta de piadas chatas e repetitivas como as que vemos em Fairy Tail por exemplo.

Ultrapassou Jogo do Rei como a pior série da minha coleção.

Nota: 1,5 / 5

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25 comentários

  1. Mashima-en não foi o pior mangá que comprei e de longe foi o melhor.A qualidade é muito boa,nisso eu tenho que afirmar.Por serem One-Shots,eles não desenvolvem os personagens.Depois de ler o volume 1 as histórias ficam lentas,pesadas e chatas.O jogo do rei ainda fica em melhor posição porque só ficou ruim a partir do volume 4~5.Depois de ler vários tipos de shounen,você percebe que os itens 2,3 e 4 são a receita do sucesso

  2. Cara, você falou tudo! O pessoal costuma idolatrar séries como Fairy Tail ou Rave Master, mas se você parar pra pensar, são bem parecidas mesmo! Todas tem os mesmos elementos que você citou. Além disso, os arcos são muitos parecidos.
    Agora antes de me apedrejarem, vou explicar o que sinto.
    Na minha opinião, as histórias do Mashima são divertidas e em até certo ponto empolgante, mas se desgastam demais com o tempo. Tanto Rave Master, quanto Fairy Tail cometem esse mesmo “erro”, isso faz com que o leitor (mais chato) se enjoe um pouco e perca o encanto.
    Eu também tenho Mashima-en. Peguei na época do lançamento o primeiro volume e, depois de ter lido, quase desisti de pegar o segundo, só peguei mesmo porque eram apenas duas edições e na época esse acabamento era novidade.
    De qualquer forma, realmente não é uma série boa de se ter na coleção, é chato e massante e algumas histórias nem tem muito sentido, ficam perdidas entre as piadas e não se desenvolvem. Se eu tivesse lido antes, não teria comprado. Foi o que aconteceu com FT.

      • Ah não, não li muito FT e nem sou “o maior fã do mundo” de OP, mas comparar essas duas não dá.
        One Piece realmente é “repetitivo”, DR foi uma BW 2.0, mas ali tem história, tem todo um universo se desenvolvendo e que mais para frente vai ter importância.
        O pouco que li de FT, ele não tem nada.

      • Com certeza não! One Piece foi pensado desde o início para ser grande, tem uma história fechada e como o Haag disse, elementos que apareceram desde o início como Shichibukais, Poneglyph, Yonkou, as próprias Akuma no Mi, alguns mistérios, além disso, temos uma carga dramática e que nos faz entender o crescimento de cada personagem (tirando o absurdo de CP9), porque estão ficando mais fortes, etc. As sagas de One Piece dificilmente são cansativas, apenas menos legais e isso porque estamos falando de 80 volumes.
        Em Fairy Tail isso não acontece, temos Natsu (personagem apelão) procurando pelo pai em um cenário fantástico e as Guildas Mágicas, uma premissa realmente muito legal, com piadas legais, personagens engraçados e muito bons como Gildarts e Makarov, menininhas bonitinhas, boas lutas, enfim, tudo que um bom shonen possui, entretanto esse sentimento de “novidade” dura uns 10 volumes, no máximo, depois disso, você já não se surpreende com mais nada, dá a impressão que Fairy Tail só continuou pra vender e não pela história.

        Bleach é muito bom (melhor que FT), apenas e eu disse APENAS na primeira fase (até o Aizen fugir) depois desanda, tendo apenas alguns bons personagens como Grimmjow e Ulquiorra, além de conseguir estragar por completo um vilão muito bom que era o Aizen. Nessa última saga, não salva ninguém, aff…

        Naruto, muito legal também, até determinada parte, se não me engano a luta contra o Pain. A guerra teria que acontecer, mas na minha opinião o Mashima se perdeu demais, não tanto quanto Bleach, mas se perdeu.

        Enfim, toda série longa está fadada a ficar monótona, umas antes, outras depois. A principal diferença entre OP e FT, Naruto, Bleach é que OP ainda não ficou massante e tedioso, ainda é cheio de vida e feliz como era lá no começo, claro, com sagas melhores e outras nem tanto, mas continua te fazendo querer continuar a ler. Quer outro exemplo? Hunter x Hunter, a parada tá em hiato, mas quando sai capítulo novo a galera devora, porque é bom!
        Tanto em OP quanto em HxH você consegue perceber que ainda tem história pra acontecer, não dá pra simplesmente acabar.

      • Perfeito, essa é a diferença.
        One Piece e HxH são duas séries que você sabe que podem render ainda, talvez não na mesma maravilha de outros tempos, mas ainda sim com potencial.
        Bleach, FT e a reta final de Naruto não foi assim, eles nos davam a esperança de que podem trazer algo, mas nunca trazem, sempre voltam para o “conforto” e enrolam mais ainda.

  3. Eu não li ainda o Mashima-en, mas considerando as outras obras do Mashima, dá pra ver que o cara parece que só faz coisa repetida mesmo, hahaha.
    E isso é uma pena, pois o traço dele é muito bonito (e a velocidade com a qual ele desenha, nem se fala… HxH não tem um capitulo faz 1 ano e FT tem 6 capítulos em 3 semanas O.o), ele consegue fazer personagens carismáticos também, e tem umas ideias de poderes muito daoras, mas quando vai fazer um roteiro ele bate na mesma tecla. Vai ver ele adora esse tipo de história, sei lá.

  4. Poxa, se com dois volumes a história é cansativa, imagina trocentos capítulos de Fairy Tail. Honestamente, eu não tenho paciência pra shounens super longos, acho que todos acabam indo pro caminho da repetição depois de um tempo, e quando eu sinto que a história não está indo pra lugar nenhum eu dropo. Só que dropar um mangá depois de ter lido 200 capítulos é bem frustrante. Principalmente se estiver comprando os volumes.
    É uma pena, porque a arte do Mashima é bem bonita, mas se fosse por isso eu preferiria comprar algo da Miki Yoshikawa já que a arte deles é praticamente idêntica, se bem que Yamada-kun também sofre desse mal da repetição, mas não o suficiente pra me fazer querer parar de ler.

  5. Gostei da sua análise. O problema de coletânea de um mesmo autor acaba sendo isso: ou você vê que ele tem potencial para criar várias séries, ou passa a ter noção de que ele só consegue produzir um tipo de história. No caso do Mashima, isso deve ficar ainda mais nítido por serem dois volumes inteiros de one-shots. Se fosse uma história de volume único ou apenas um volume só composto de pequenas histórias, talvez a repetição seria menor e o “funil” para escolher histórias teria sido mais crítico.

    Mas, sendo bem sincero, Mashima é um ótimo desenhista. Como roteirista, ele tem erros e acertos. Por mais que eu tenha gostado de Rave Master e ache uma obra superior a Fairy Tail, ele tem alguns pontos em que consegue acertar em FT. Só que são tão poucos e tão espaçados um dos outros que a repetição e o ecchi acabam saltando mais aos olhos do que aquilo que “poderia ser”. FT pra mim morreu neste volume 50. Vai se ferrar, o Mashima conseguiu reiniciar tudo. Odeio obras que fazem isso como um recurso pra continuar o plot. Não tem mais história pra contar? Então não conta. Por isso que tem tanta série longa: elas não sabem quando acabar.

    Gosto de mangás de ação e seus clichês (tanto é que é por isso que curto tanto The Seven Dealdy sins), mas tem vezes que você começa a perceber quando algo é mais do mesmo, sem inovação, longo demais e muito repetitivo. Muitos reclamam do clichê e do “já vi isso antes”, mas não é essa a questão. É muito difícil criar algo novo, mas não é impossível ter ideias já usadas antes e executá-las de uma maneira criativa e divertida. Ou que pode até mesmo ser algo alternativo.

    Há várias maneiras de abordar uma história, mas tem autores que preferem criar um estilo a tentarem inovar a cada narrativa que tentam construir. Eu mesmo tenho histórias assim, de ação, mas eu tento pensar em uma trama que não seja tão linear ou muito parecida com outras, justamente por causa disso. É algo batido, mas que pode ser sempre bem explorado. Com ou sem a presença de seres poderosos. Inclusive esse “Bad Boy Song” me chamou bastante a atenção. Talvez procure algum lugar para ler somente ele.

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