Review #38 – Diário do Futuro

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É tudo sobre amor.

Boa tarde pessoal, chegamos a mais uma review e hoje vai ser um post sobre uma das séries que mais vezes já reli na minha coleção.

Diário do Futuro, ou Mirai Nikki, é uma obra de Sakae Esuno. Foi publicado nas páginas da Shonen Ace entre 2006 e 2010, com um total de 59 capítulos compilados em 12 volumes, além de um anime de grande sucesso em 2011/12. No Brasil, a obra foi publicada pela JBC em 2013.
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A série narra a história de Yukiteru, um garoto que vive como um simples “espectador” da vida, anotando tudo o que acontece ao seu redor numa espécie de “diário de celular”. Um dia, seu diário começa a apresentar fatos que ainda não ocorreram. Agora, com essa capacidade de prever o futuro, Yukiteru começa a participar de um jogo de sobrevivência, onde os participantes devem matar uns aos outros utilizando seus respectivos diários.

Bom, eu assisti o anime e gostei demais, então quando a JBC anunciou o mangá eu fiquei ainda mais feliz e virou aquisição obrigatória na hora.

Em DF temos diversos personagens interessantes, desde o Quarto até o Akise, passando por Deus e pela Muru Muru, porém existem 3 personagens que temos que destacar: Yukiteru (Primeiro), Minene (Nona) e principalmente Yuno (Segunda).

Yukiteru, consegue ser aquele clássico personagem extremamente irritante. Ele até consegue ter uma evolução ao longo da trama, mas sempre vai ficar caracterizado como o personagem fraco e de atitudes burras.

Minene, ou Nona como é mais chamada, é a melhor construção de personagem em toda a série. De uma simples vilã, ela tem uma evolução tão incrível no decorrer dos volumes que em alguns momentos até rouba o protagonismo e carrega a história (além de ganhar um próprio spin-off).DIARIO_DO_FUTURO_A06

E a última a se destacar é a Yuno. Sinceramente, não tem como se apaixonar por ela. Tudo em DF é baseado nela, sem contar que é uma personagem que sofre diversas evoluções ao longo de toda série, para no final ser tudo explicado de forma genial.

E aqui entra talvez a melhor coisa de Mirai Nikki: o seu final.

Não é nada que não seja possível descobrir desde o começo, mas mesmo assim quando chega a grande revelação por trás de tudo, é impossível não pensar “nossa, agora faz todo sentido”. Sem contar que toda a explicação e todo o sentimento que se desenvolve nos dois últimos volumes do mangá é convincente, daquele tipo que o não deixa o leitor com nenhuma duvida no final.

Ele é triste, nos faz pensar que as vezes as coisas não justas, mas ao mesmo tempo nos faz pensar nas coisas que nós precisamos sacrificar as vezes.

Após o final da história, temos ainda um capítulo extra no último volume que mostra o que aconteceu alguns anos depois de tudo, mas não vou comentar para não liberar spoiler.
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O trabalho da JBC foi muito bom, papel Brite, páginas coloridas e capa fosca. Não tem muito o que se comentar na qualidade física da série.

A leitura é bem tranquila, sem grandes textos elaborados que atrapalhem, e a trama flui de maneira rápida e gostosa, é possível ler toda a série num final de semana. O traço não é nada brilhante, mas cumpre o que é pedido sem comprometer.

Claro, Diário do Futuro não é uma obra perfeita, assim como muitos shonens, ele tem suas falhas e momentos de pura enrolação. Porém o final compensa, ele consegue tapar qualquer furo ou erros dos volumes.

Honestamente, é uma das séries favoritas na minha coleção, já li umas três vezes no mínimo e com certeza ainda vou ler mais. Recomendo muito para quem não conhece (tanto o mangá quanto o anime).

Nota: 4,3 / 5

Mais pra frente irei fazer uma review apenas sobre os dois spin-off publicados no Brasil.

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2 comentários

  1. Vish, esqueci de vir comentar aqui.

    Eu gosto bastante de Diário do Futuro, sério mesmo. Acho o anime uma porcaria (não o vejo como boa adaptação mesmo — a cena do Yukiteru aparecendo para ajudar a Minene é especialmente insultante, pois dá a parecer quem atirou no você sabe quem), mas o mangá é legal. Ele tem um ritmo tão bom que dá pra ler uma tarde. E por ser tão rápido, você acaba perdoando o fato de não desenvolverem tão bem todos os personagens que não sejam os principais. Sem falar que tem a melhor terrorista que já vi. Puro amorzinho.

    Uma coisa que talvez achem cruel é que eu ignoro o Happy Ending. Sério. Para mim, o mangá acaba no capítulo anterior. DF funciona melhor como tragédia do que como romance, e talvez se o autor fosse mais corajoso saberia trabalhar melhor certos termas. Mais para a reta final, você percebe que é uma obra mais “adolescente”, e não é à toa que caiu no gosto dos otakus. Acho que muita coisa poderia ser melhor trabalhada, mas isso geraria mais volumes e talvez não tivesse o mesmo ritmo agradável que o mangá originalmente tem.

    • Eu chorei quando li o último capítulo da história mesmo, aquele final “alone forever”. Mas depois que eu li o Redial (pena que a JBC não conseguiu), eu comecei a gostar demais do Happy Ending.

      Concordo com você sobre a questão de poder ter sido melhor trabalhado, talvez se ele tivesse sido publicado numa revista “SEINEN” isso fosse possível, e até mesmo poderia seguir uma linha mais forte.
      Porém acho que ele realmente é para um proposta mais shonen básica, realmente para pegar os esse público otaku. E isso ele consegue tranquilamente.

      E sim, Minene é a melhor terrorista de toda a história, embora eu prefira sempre a Yuno, ainda mais após o final.

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