Comentando o Volume #48 – Tokyo Ghoul vol. 4

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Boa quarta-feira pessoal, mais um CoV chegando e com ele aquele mangá que algumas pessoas amam odiar. Sério, não lembro de um anúncio que tivesse tantas criticas na mesma proporção aos elogios.

Quatro volumes depois, devo dizer que realmente não achei Tokyo Ghoul nenhuma obra prima nem “o melhor mangá do mundo”, mas também não estou achando ele uma decepção nem “a pior coisa de todos os tempos” como se falou muito.

Eu já tinha comentado no CoV do primeiro volume que o “haterismo” com a obra era muito grande, que hoje em dia o pessoal acha que se algo é “modinha” automaticamente ele é ruim, e também falei o quanto acho isso babaca. Após ler esses volumes da obra, percebi que esse “haterismo” é puramente infundado na minha opinião, bem na real, quem está xingando e brigando não deve ter lido mais do que algumas páginas da obra.

Tokyo Ghoul está conseguindo me conquistar aos poucos. A obra está conseguindo mesclar boas lutas com doses certeiras de mistério. Alguns personagens começam a se destacar aos poucos e algumas relações interessantes estão se desenvolvendo.

Embora seja um clichê muito utilizado nos mangás (até comparei certa vez com Parasyte), essa questão do “protagonista que vive os dois mundos” é muito interessante se trabalhada de forma correta. E pra mim está sendo muito bem feita.

Primeiro tivemos Kaneki com o “pré-conceito” de que os Ghouls são monstros, com o decorrer dos volumes, ele vai conhecendo uma realidade diferente e percebendo que nem todos são o que aparentam, ao mesmo tempo que encontra humanos mais “monstros” que os Ghouls. Tem duas cenas bem bacanas que eu quero destacar nesse ponto:

A primeira foi no volume 3, quando Kaneki enfrenta um dos “pombos” e percebe que de certo modo ambos estão lutando pela mesma coisa, que enquanto um luta para que humanos inocentes não acabem devorados por ghouls, o outro luta para que ghouls inocentes não morram injustamente. E ao mesmo tempo ele se dá conta que é o único capaz de perceber que ambos lados estão certos.

O segundo destaque é agora no volume 4, quando ele encontra uma humana apaixonada por um ghoul e que faz de tudo para protegê-lo, mesmo sabendo de tudo que ele é capaz. Esse ponto é interessante pois mostra que é possível um humano e um ghoul se relacionarem, o que nos remete ao amigo de Kaneki e sua tentativa de tentar entender pelo que o outro está passando.

Esses quatro primeiros volumes de Tokyo Ghoul me mostraram um bom potencial para ser explorado e evoluído na obra. Como disse antes, nada que vá se tornar o melhor mangá de todos, mas que pode sim render uma coleção interessante de se ler.

A arte é algo que me chama a atenção também. Ainda não consegui me decidir se gosto ou se acho feia, sério mesmo, tem cenas fodas de tirar o fôlego do leitor, ao mesmo tempo que tem quadros tão feios e estranhos que chega a ser bizarro. Em compensação, até agora as capas são um espetáculo para mim, principalmente a capa do volume 3 que foi lindíssima.

Acho que se criou demais uma opinião “8 ou 80” numa obra que seria apenas um “40”. A minha sugestão seria que se você não leu Tokyo Ghoul ainda, tente dar uma lida e criar suas idéias sobre a obra.

Um comentário rápido sobre a qualidade. Eu estava gostando do trabalho da outra gráfica nos primeiros volumes, claro, teve aquele problema da colagem (principalmente no 3), mas para mim não era nenhum fim de mundo e o papel “branquinho” compensava.

Agora nesse 4 tivemos novamente a mudança de gráfica, e outra vez gostei do resultado. Achei um papel mais “firme”, me lembrou bastante o papel de Green Blood por exemplo, só é mais escuro que o dos volumes anteriores e eu prefiro mais ” branquinho”.

Algumas pessoas reclamaram do tamanho, e sim, ele é mais “baixo” que os outros volumes. Sei lá, não tenho muito o que comentar nesse critério pois não influenciou em nada a leitura e essa questão de volumes mais baixos sempre ocorreu em várias obras de várias editoras.

E não esqueçam, Tokyo Ghoul está concorrendo na eleição de Melhores do Ano, não deixem de votar. E aproveitem também curtir nossa página no Facebook. 😀

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1 comentário

  1. Agora é o arco do Gourmet. Eu achei que o anterior passou até rápido. Já tinha feito tempo desde que tinha lido o início de Tokyo Ghoul online, e reler agora na edição da Panini me dá a sensação de que o autor queria acabar a obra em um ponto certo.

    Talvez seja só eu, mas a continuação me parece algo que mais foi imposto a ele do que uma vontade própria (no início até estava interessante, mas depois começou a ficar extremamente confuso e o traço começou a decair…). Seja como for, independente de considerarmos a animação ou não, o início de Tokyo Ghoul é muito bom. Apresentar a dualidade e as personagens de maneira tão direta e fazer com que nos identifiquemos rapidamente com o Kaneki e os outros é perfeito para criar uma trama maior e mais ousada. E é isso o que o arco do Gourmet é.

    Ele vai pegar o “treino” do Kaneki e colocará toda as habilidades físicas e mentais dele à prova. Apesar de ser classificado como seinen, TG age como shonen na maior parte do tempo. A trama tem um ritmo frenético e cenas de ações são frequentes por causa disso, principalmente quando as coisas ficam realmente sérias. As únicas pausas, quando acontecem, são para caracterizar melhor as personagens (como na cena do banheiro que tem neste volume, puramente tensa).

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