Comentando o Volume #50 – The Seven Deadly Sins vol. 12

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Boa terça-feira pessoal, vamos começar nossa “sequência de reviews”. Se nada der errado, vão ser três seguidas essa semana.

Para começar, vamos em The Seven Deadly Sins 12. Se vocês não lembram, a outra vez que falei dessa obra foi lá no distante CoV #2, onde comentei o volume 3 da série.

Antes de falar do volume em especifico, quero falar um pouco sobre a polêmica que rolou tempos atrás (principalmente após um post do Mais de Oito Mil) falando do machismo na obra. Eu concordo com essa reclamação, sério mesmo, não foram poucas as vezes em que quase abandonei a obra por causa disso.
nanatsu
Ok, tem vários mangás que fazem uso dessa “comédia” para atingir um público alvo, ecchis são os maiores exemplos. Porém o que Nanatsu faz é um absurdo, é completamente fora de contexto, não é engraçado. O volume 11 é o maior exemplo disso, pois ele já começa com uma capa de capítulo desnecessária e ridícula, o volume 10 tinha terminado com uma bomba, nós vamos pro 11 loucos para saber o que aconteceu e a primeira coisa que vemos é o Meliodas com a mão na bunda da princesa. Qual a necessidade? Cadê a piada? Não tem.

Isso se repete novamente durante o volume, quando eles se reencontram e o Meliodas começa novamente a apalpar ela. O autor até tenta inserir uma piada com o Rei indignado com o abuso a filha dele, mas é tão ridículo tudo aquilo em meio a tensão da guerra, que a tentativa de piada se torna constrangedor e me fez pensar “porque estou lendo essa merda?”.

Mas eu continuo lendo, porque independente da doença mental do autor, eu sei o potencial que T7DS tem. E esse volume 12 nos mostra, talvez pela primeira vez, o quão incrível ela é.

Ah Haag, porque pela primeira vez?” Calma, que Nanatsu tem um potencial todo mundo sabe, ou não faria sucesso (ou faria mesmo assim, vai entender).

O que quero dizer é que eu sempre via a obra com certo “ok, eu já vi isso em mangá X, agora evolui mais”. O mangá estava acumulando mistérios e intrigas, muitos personagens, mas não desenvolvia, era apenas a busca pelos outros Pecados e deu. A partir do 8 nós começamos a ver a história deslanchar, até chegar nesse volume 12.

Ele teve de tudo que um bom battle shonen precisa: transformação foda do vilão, protagonistas mostrando sua força com raiva, lutas e golpes fortes, personagens secundários ou até então “fodinhas” apanhando feio e vendo que não tinham chances, cenas épicas.

Mas o final me decepcionou. Sério, o 13 vai ter que explicar muito, mas realmente muito, a última cena desse volume, sei lá, a explicação do que aconteceu tem que ser tão foda quanto tudo que vinha acontecendo até então.

Porque sério, se for apenas mais uma tentativa de piada do autor, eu desisto de Nanatsu no Tanzai.

The Seven Deadly Sins é um ótimo mangá, com um potencial mais adormecido que a força do Gohan, só que o autor precisa se decidir se ele quer fazer um mangá foda ou de piadas idiotas.

Agora é aguardar o 13 e ver o desfecho desse arco, que pode tanto ser épico como também ridículo.

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7 comentários

  1. Sei que esse ecchi imbecil incomoda, mas pelo fato dos personagens serem carismáticos e a história ser fluída (além dos ótimos combates) eu tento relevar essa questão. O que mais irrita é que Nanatsu não precisa desse tipo de artifício pra prender o leitor, e mesmo assim o autor insiste em usá-lo.

    • Exatamente isso, cara, não precisa. É um mangá bom, com uma arte boa, personagens carismáticos e tal, então pra que isso?
      Mas, falando da obra, não sei se sou o único, mas eu vejo muito da arte do Toriyama em T7DS, aquela capa do vol 10 que tem o Arthur, não consigo ver sem pensar que é o Gohan em SSJ. hahahahaha

  2. Concordo com tudo que disse sobre o Echi de NNT. É escroto e ridículo.

    Agora comentando sobre o volume em si: eu precisei ler alguns capítulos mais de uma vez pra pegar tudo que estava acontecendo. É muita treta em um volume só… o que é algo bom pra um shonen como NNT. O ritmo dele é bem direto, ele não para em nenhum instante. Mas ao mesmo tempo… essa falta de fôlego acelera bastante a leitura do mangá, tanto que deve um dos que eu mais consigo ter tempo para reler por causa disso. Sério, se eu demorei vinte minutos nesse volume foi muito. Contudo, mesmo em meio a tantas batalhas, o autor consegue criar momentos épicos.

    Hendriksen é um FDP de marca maior. E entrei em choque como mostraram o paladino que eu mais gostava com um corte profundo, de uma maneira do tipo “ah, não é nada não, ele provavelmente tá morto”. Não sei se vão puxar um Deus Ex Machina nisso depois, mas sei que fiquei bem triste. E sobre o final do volume: tô sentindo que não vai ser uma piada, e sim algo sério, mas que depois o autor vai puxar um bullshit pra desfazer isso…

  3. Pingback: Comentando o Volume #112 – The Seven Deadly Sins vol. 22 | Itadakimasu

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