Comentando o Volume #58 – One-Punch Man vol. 01

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E depois de muita correria com minha mudança, enfim chegou o momento de acalmar as coisas e voltar com os posts no blog, e para recomeçar bem, nada melhor que um dos mangás mais aguardados em 2016.

One-Punch Man é uma obra que tem uma trajetória ao sucesso no mínimo incomum. A obra do autor “ONE” começou como uma webcomic, e mesmo com uma arte bem fraca conquistou um certo nível de sucesso, o suficiente para chamar a atenção da gigante Shueisha. Em 2012 a obra foi “relançada” digitalmente na Tonari no Young Jump, dessa vez com arte de Yusuke Murata, ganhando também volumes encadernados físicos.

Em 2015, a obra foi adaptada para animê, além de começar a ser licenciado em diversos países pelo mundo, entre os quais o nosso através da Panini.

O mangá narra a história de Saitama, um desempregado que decide se tornar um herói. Após um árduo treinamento e da perda de cabelos, ele se tornou extremamente forte, tão forte que se tornou capaz de derrotar qualquer vilão com apenas um soco. Agora, Saitama se tornou um herói entediado, que busca por um adversário capaz de enfrenta-lo de igual.

Eu não quis assistir ao animê pois já esperava o mangá para esse ano, então me forcei ao máximo para só ler quando tivesse em mãos. Durante esse tempo meu hype foi lá no máximo, esperando uma obra brilhante e genial.

E talvez isso tenha sido o motivo da minha decepção.

Calma, não me entendam errado. Eu gostei de OPM, é um bom shonen de luta, além disso, brinca de maneira muito inteligente com os clichês dos mangás de herói. Isso já é possível ver na capa, onde temos Saitama derrotando um monstro enquanto volta de suas compras no mercado.

Acho que nesse primeiro volume ficou bem nítido que essa pegada da piada vai dar o tom principal da obra. Gostei muito de ver que mesmo piadas bestas ficaram muito bem colocadas aqui, como a do gigante que mata o irmão sem querer. Foi tão “bobinho” que a gente ri, e ao longo do volume são vários momentos que nos fazem rir, principalmente quando o Saitama derrota alguém facilmente após um longo discurso de vilão (destaque para a cena em que ele derrota a vilã mosquito com um tabefe).

Agora, o destaque maior em One-Punch Man é a arte, desde a linda capa principal até a arte em 3D na orelha. Durante a história, vemos uma fantástica alteração entre “arte foda” e “arte comum”, principalmente no Saitama, eu gostei muito disso, porque tem os momentos de “arte comum” mostram um pouco como o Saitama realmente está entediado ou não liga para aquela situação, e então quando vemos a mudança da arte nele, significa que mudou a tensão e isso fica bem nítido para o leitor.

Além claro da riqueza de detalhes, o Murata tem um traço realmente fantástico e que casou muito bem com OPM.

Para fechar, não poderia terminar sem falar do trabalho da Panini, que durante tanto tempo rendeu assunto. O papel offset é muito bom, não tão firme quanto em Berserk, mas realmente muito bom. A manutenção das orelhas e a capa fosca dão um destaque extra a OPM.

Não tem muito o que se destacar além disso na qualidade da Panini.

Agora vem a pergunta que vocês querem saber: One-Punch Man vale a pena?

Valer ele vale sim, para mim foi uma ótima aquisição e me deixou com vontade de ler logo o próximo volume. Se você gosta de uma comédia, gosta de uma boa luta ou apenas quer uma obra “bonita” fisicamente para enfeitar sua estante (atualmente isso parece mais importante), então recomendo dar uma chance para One-Punch Man.

O mangá foi do checklist de Março e custa R$ 16,90. O segundo volume está previsto para Maio, o que significa que deve chegar nas bancas em junho.

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16 comentários

  1. Acho que faltou comentar do nomes dos heróis. Sério, que porra ridícula. Em todos os países lançados traduziram e aqui não só pra agradar o ego otaku. Isso me dá nos nervos. Outro ponto: mesmo a qualidade sendo boa, é 17 pila pra uma leitura de 10 minutos ou menos. Será mesmo que OPM era o mangá a se começar com esse tratamento? Ajin, que tá vindo ai e deve ter o mesmo formato, tem beeem mais conteúdo por volume. É um entretenimento overpriced mais uma vez pra agradar ego otaku. E quem quer só ler pra se divertir toma na jabiraca.

    • Odeio quando eu tenho ideias do que falar após terminar o post. hahahaha

      Concordo com você nessa questão das 17 dilmas, ficou demais, OPM é bom, mas não é um Berserk nem Vagabond. Eles está mais para o nível de One Piece mesmo, e acho até que comparando ambos, os piratas mereciam um acabamento melhor mais até que o careca. Na minha opinião, OPM seria um bom título para a Panini testar um terceiro formato, algo mais caprichado que o 12,90 padrão, mas que não chegasse ao nível dos “luxo”, e penso o mesmo para Ajin também. Sei lá, não entendo essa mania da Panini de ser “8 ou 80, e nunca 40”.

      Sobre os nomes, não comentei porque não tenho um ponto de comparação para isso. É como Magi, que até ter o encadernado brasileiro nas mãos eu não conhecia nada. Como é minha primeira experiência com a obra, não senti que “poderia ter sido melhor de outra forma”, apenas foi normal.

      • Podia ter tido só as orelhas com papel jornal, já que eles queriam mesmo mantê-las. Mas né… vamos deixas as coisas assim porque agora já foi.

        Então, sobre os nomes, eu sempre os via traduzidos nos scans BRs e quando saiu o animê os fansubs também faziam isso. E o pior é que era algo bem próximo às notas deixadas pela Panini. Como não falaram nada sobre exigência do autor, eu fico me questionando se vale a pena tirar a “galhofagem” da obra (já que os nomes são claramente feitos “toscos” pra zoar com super-heróis/super-vilões) só pra agradar o pessoal. Tanto é que é por isso que já estão pedindo na JBC pra deixar os nomes dos heróis de BNHA em Inglês… cada vez mais me deixando decepcionado com essa síndrome de vira-lata, em que ver algo na nossa língua materna virou motivo de desgosto. Como escritor, fico muito ofendido com isso.

  2. OPM é um mangá muito hypado, tem seus méritos, sem dúvida, mas entre Ajin e OPM, eu fico com Ajin. Agora esse lance de ler em 10 min, sei lá, tem gente que comprou 68 vol de Bleach… e continua…
    Mas aí vai de gosto.
    Desde a época de Eyeshield 21 que o traço do Murata arregaça, o cara é bom demais!

    • Senti uma provocada nesse comentário sobre Bleach, mas ok…. hahahahaha

      É como eu falei pro Lucas, acho que OPM e Ajin são títulos que a Panini deveria ter usado para testar um formato “mediano”, entre o padrão e o luxo. É como você disse, eles são bons e tem seus méritos, mas o hype neles é maior do que realmente entregam.

      • Huahuahuahua! Longe disso Haag, eu sou um desses que comprou 68 volumes de Bleach, só por pena do meu bolso mesmo! Mas tá tão ruim que acabei dropando.

        É justamente nesse formato intermediário que espero que venha um Slam Dunk. Sei que não dá muito pra comparar, mas um formato “40” da Panini seria nos moldes de Yuyu Hakushô e até mesmo no de Sidonia! Se vier há uns 14 ~15,90, ninguém reclamaria. Não seria top como Vagabond, mas mostraria o respeito que a obra merece!

        Pode ser que OPM e Ajin, ambos nesse formato, se canibalizem, se é que Ajin virá assim! Eu mesmo se tiver que escolher entre os dois, fico com Ajin.

        Hype merecido é o de Slam Dunk, e você vai ver quando ler!!

    • Bem, Bleach é um mangá pra se ler vários tankos de uma vez. A mesma coisa é com OPM. Só que há a diferença de preço. 10 volumes de OPM equivalem ao preço de uns 13 volumes de Bleach. No final, você vai ter mais Bleach pra ler em sequência e vai pesar bem menos no bolso. Quando era mensal, então, Bleach proporcionava uma sequência de leitura bem mais dinâmica. Agora que virou trimestral é que acontece isso de ler em 10 minutos e… acabou. OPM bimestral não é diferente. O ideal é ir guardando pra ler tudo em seguida… só que ninguém aqui vai pagar 17 pila pra deixar guardado na estante, não é? (ao menos, eu espero que não).

  3. Eu vi o anime de OPM e li o volume 1 de um amigo meu que comprou e, na boa, a capa é a parte mais engraçada da obra. Quando eu peguei em mãos e notei o alho-poró (obrigado Gantz por me ensinar o que é um alho-poró) e rachei muito, mas muito mesmo.
    Eu também não acho OPM tudo isso,só uma obra normal que brinca com os clichês do gênero. Juro que não entendo porque o pessoal gosta tanto. Eu não acho nem o Saitama um personagem tão carismático assim, prefiro muito mais o Genos e a Tatsumaki.
    E sobre a não tradução dos nomes… sinto muito por vocês. Eu quero ver como a JBC vai fazer com a tradução dos nomes de Boku no Hero (que eu não vou comprar também, mas to curioso só por isso).

    • A capa é show, toda a tensão da luta e tal…. com um saquinho de alho-poró na mão. Me rachei rindo também.

      As piadas são boas, as lutinhas são ok, mas realmente faltou um “tchã” ou algo a mais para justificar todo o hype. Vamos ver como rendem os próximos volumes, mas o 1 pra mim ficou apenas no “é bom”.

  4. “Eu gostei de OPM, é um bom shonen de luta”. Mas ele é seinen… *_*
    Agora só te dou uma dica quando for falar de novo de OPM (ou de Boku no Hero): NUNCA ouse comparar os dois, em qualquer que seja o quesito. O fandom fanático de OPM com certeza ficará ofendido @_@

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