Review #50 – Rurouni Kenshin: Versão do Autor

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E nessa sexta-feira nós atingimos enfim a marca de 50 reviews. Para comemorar isso, nada melhor que falar do único samurai da minha coleção.

Rurouni Kenshin: Tokuhitsuban (ou Cinema-Ban como alguns chamam) foi publicado nas páginas da Jump Square entre 2012 e 2013 em comemoração a versão live-action que a obra de Nobuhiro Watsuki ganhou naquele ano.

Após ser muito pedida, em 2016 o mangá chegou para nós pela JBC com o nome de Rurouni Kenshin: Versão do Autor.
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Diferente do que muitos pensam (e eu também pensava), a obra não conta a história dos filmes. Nada disso, ela conta de um modo diferente a história de Kenshin e seus companheiros, desde a forma que se encontraram, até mesmo suas batalhas.

Outro ponto que eu acho que o pessoal se engana (ao menos na minha opinião) é que não é possível colocar o Tokuhitsuban na história original. Algumas pessoas me disseram: “Ah Haag, é como um novo começo, depois de ler ela é só pegar a antiga a partir do Inferno de Kyoto”.

Discordo. Não acho que seja possível, eu ao menos não conseguiria. Mas vamos por partes, depois volto nesse debate.

O mangá começa com Kenshin caindo sem querer em uma luta clandestina de samurais, onde ele acaba conhecendo a bela Kaoru Kamiya, que luta para salvar o dojo de sua família, e também o jovem Yahiko, um garoto que trabalha para o perigoso Kanryu Takeda, um comerciante inescrupuloso que quer destruir o dojo Kamiya.

Como vocês podem ver, temos todos os personagens das primeiras fases, até os vilões principais dessa história são da original, como Takeda e Jin-E. Logo, a lógica nos diria que sim, é só substituir as partes do começo por esses dois volumes.

Porém, tem pontos que quem já leu a série central sabe que só acontecem bem depois.

O primeiro ponto são os “vilões secundários” contratados pelo Takeda, dois deles (que não lembro o nome) não aparecem no começo, e sim no último arco da série e até seus poderes são um pouco diferentes do apresentado na história original.

Outro ponto está nos golpes de Kenshin e Sanosuke, ambos já utilizam suas técnicas supremas. Inclusive, o Zanza chega até mesmo a citar durante as conversas sobre seu encontro com o monge que o ensinou a usar o duplo extremo, algo que só acontece bem depois no duelo contra o Shishio.RUROUNI_KENSHIN_ESPECIAL_VERS_1455734668564309SK1455734668B

Ok Haag, então não dá para substituir, isso quer dizer que é ruim?

Muito pelo contrário. Eu gostei muito do Tokuhitsuban, a história é boa e nos passa a mesma sensação que a original passava quando a gente lia, aquele gostinho de “quero mais”. Acho até que o fato de ter apenas dois volumes foi um ponto negativo, pois não desenvolveu tanto quanto deveria as batalhas, talvez um terceiro ou até mesmo um quarto volume teria ficado melhor.

Outro destaque que quero dar é para a arte, sério, eu já gostava do traço do Watsuki, mas nesse mangá está num nível maior pra mim. Os personagens parecem mais maduros, mais velhos do que na série original, principalmente no Kenshin, ele está diferente, é meio difícil descrever, mas ele passa uma impressão mais séria.

O trabalho da JBC eu gostei. “Ah Haag, o primeiro volume é super fino“, sim, tem 180 páginas, o segundo tem 220, querer o mesmo tamanho é ilógico. Ele custou R$ 16,50, ok, um preço meio salgado e até concordo com vocês nisso, porém não chega nem perto de ser um absurdo como foi A Sakabatou por exemplo.

Honestamente, eu sou suspeito para falar de Rurouni Kenshin já que a obra é uma das minhas 3 favoritas, porém eu gostei demais do Versão do Autor. Ele despertou aquele sentimento gostoso de nostalgia, de rever seus personagens favoritos mais uma vez. Foi uma boa leitura e que me deixou com vontade de reler toda a coleção outra vez.

Recomendo muito Rurouni Kenshin: Versão do Autor. Serve para quem já leu toda a série e quer rever mais uma vez o Battousai em ação, da mesma forma serve também para quem nunca leu (o que é um sacrilégio) e tem “preguiça” de pegar 28 volumes. É uma ótima aquisição.

Nota: 4,4 / 5

(PS: Preciso urgentemente fazer um Review da saga original.)

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9 comentários

  1. A melhor coisa desse mangá foi a derrota ridícula do Banjin. Sério, aquilo foi muito hilário! Outra surpresa bem-vinda foi o capítulo zero, pois mostra um pouco como realmente era a vida do Kenshin antes da história começar (o fato de falarem que ele era um andarilho era algo meio vago).
    PS.: Vc escreveu esse post ontem? Dá uma olhadinha no começo do texto

  2. Eu ainda não li essa versão do autor, mas também achei que o traço do Watsuki está mais bonito. Eu diria, mais “limpo”.
    De qualquer forma, não acho 16,50 caro não. É a base de preço atual da JBC, se for pra reclamar mesmo, tem que ser do volume 2 de Sidonia, que também é tão fino quanto o volume 1 de Tokuitsuban e custa 17,90.

    Eu achei que tinha visto de tudo, quando comprei a Sakabatou, mas aí, esses dias chego na banca e olho o PenDragon a R$ 14,90! Como pode cara? R$ 14,90!!!

    Nada a ver com o post, mas eu tinha comentado em outro lugar, bugou o coments e não foi. Então, seu post sobre o Cov de F/SN, me lembrou que você tinha me perguntado sobre o Senhor dos Espinhos. Terminei de ler e minha conclusão é meio parecida com a sua sobre F/SN. Não vale a compra. A série começa muito boa, mas decai demais ao longo do mangá e o final é bem raso. Guarde seu dinheirinho para outras aquisições, porque essa não vale, mesmo com o desconto da Saraiva.

      • E não é só ele não, tem um outro também, que não lembro o nome, da Astral, nos mesmos moldes. ¬¬

        Senhor dos Espinhos valia a compra até o volume 3, quase que eu comprei, aí faltou a grana e como eu já tinha lido metade pensei: termino e depois compro e deixo bonitinho guardado, de vermice mesmo! Sqn! Ainda bem cara!

        Aconteceu a mesma coisa com Ga-Rei. Eu sempre gostei de histórias com Ayakashis e seres de outro mundo, quase peguei na banca quando lançou o primeiro, aí resolvi dar uma lida antes, por scans. Cara, que decepção, Se não me engano são oito volumes, ou nove, não lembro. É tão ruim, que eu não consegui passar do segundo. Até hoje não terminei. E nem pretendo. Outro que também não acho que vale a compra é Nura, a história é legal (e desses três que eu falei, ele é o melhor, de longe), mas tem tantas coisas mais legais, que não acho válido o investimento em 25 volumes. Só que esse eu acabei comprando ¬¬

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