Review #53 – Parasyte

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Quinta-feira começando e 188 posts depois, finalmente chegou a Review dessa obra.

Parasyte (ou Kiseijuu) é uma obra de autoria de Hitoshi Iwaaki e foi publicado nas páginas da Afternoon entre 1988 e 1995, finalizado com um total de 10 volumes. Em 2014 recebeu pela primeira vez uma adaptação para anime e contou com 24 episódios ao todo, além de uma nova edição do mangá.
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No Brasil, a JBC trouxe ele ano passado com capas “exclusivas” para o Brasil, misturando referências entre as edições americanas e japonesas.

Como eu já comentei outras vezes com vocês, eu só assisti o anime até metade, então realmente não conhecia a reta final da história e nem como ela terminaria. Até metade do mangá a história estava bem interessante, no volume 5 eu disse que ela estava mantendo um ritmo alucinante e o protagonista vinha evoluindo de maneira bem interessante.

Porém não senti isso no resto da obra. Os volumes finais me pareceram uma confusão de acontecimentos em direção a um final obrigado. Honestamente, não sei dizer se a obra foi cancelada ou não, mas a impressão que tive foi essa, de que ele precisou correr para finalizar sua série.

A evolução que o protagonista vinha tendo parou e voltou ao “dependente fraco”. Somente no último volume é que voltamos a ver Shinichi ser um pouco mais ativo.

A história ficou meio “chata” e enrolada. “Ah Haag, mas você sempre diz que gosta de coisas politicas“, e gosto mesmo, porém em Parasyte até estava indo bem, a questão da Reiko Tamura e todas as ações da policia foram bem interessantes realmente, mas o que aconteceu baseado nelas? Nada. A história não evoluiu com base no que acontecia, pelo contrário, ela estagnou e voltou a velha questão “Shinichi x Parasitas”.PARASYTE_A06_1453988327550586SK1453988327B

Eu esperava um pouco mais, esperava uma profundidade a mais na história. Até gostei muito do desenrolar da batalha do protagonista, porém faltou algo. O último volume estava indo bem, mas o capítulo final ficou corrido e meio fora de todo o contexto que a história apresentava, afinal, em 10 volumes nada daquilo tinha aparecido até então.

Muitas respostas não foram explicadas, muita coisa foi simplesmente abandonada e esquecida na trama, e por isso é impossível não sentir que faltou algo na história, principalmente após termos notado o potencial que a obra tinha em seus primeiros volumes.

No trabalho da JBC, tivemos todo aquele “mimimi” do papel quando o mangá saiu, mas é como eu disse na época, para mim foi ok, é uma obra com muitos fundos brancos, então isso aumenta ainda mais a impressão de transparência.

Como comentei antes, a editora criou capas exclusivas, e eu gostei muito delas, as cores com o fundo preto ficaram muito boas, e embora as cores sigam realmente a nova edição japonesa, poderiam ter sido melhor pensadas já que a editora fez algo exclusivo para o Brasil, como vocês já comentaram esses dias, ficou meio estranho na estante. Até o volume 6 estava indo bem, mas se tivesse terminado numa cor branca seria mais interessante.
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Mas isso também não é nenhum fim de mundo e convenhamos, quando a cor das lombadas é o “maior problema”, então isso deve ser um bom sinal.

E então, o que achei de Parasyte? É uma boa série, mas meio decepcionante por seu final. Não me arrependo de ter assinado e feito a coleção, porém não foi nem de perto o que eu esperava.

Não recomendo muito para quem tem muitas compras ou que não queira gastar muito dinheiro. Não é que eu considere caro, porém a coleção completa custa R$ 169,90, e com esse valor é possível encontrar outras coleções melhores.

Nota: 3,7 / 5

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2 comentários

  1. Sério que vc achou a história chata e enrolada no final? Sei lá, eu gosto bastante. A única coisa que me incomodou foi a rapidez do clímax: logo após a arco da Prefeitura, já veio com Goto logo em seguida e isso me deu a impressão de “pressa” por parte do autor. Mas os eventos em si foram muito bons/empolgantes. Pra mim 4,5,/5

    • Quando digo “chata e enrolada” é muito mais porque ela nunca evoluiu. A fase da Reiko é interessante, mas não evoluiu mais, a parte da Prefeitura também é bacana, mas não levou a lugar nenhum. Até mesmo a batalha com o Goto, embora bem feita, também deixou a desejar e o final com o Serial Killer poderia ter rendido algo mais ainda. Por isso que digo enrolada, com muitas coisas emboladas e sem muitas explicações.

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