Comentando o Volume #71 – AnoHana vol. 01

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Terça-feira chegou com mais um CoV, o oitavo em menos de um mês. Felizmente, hoje eu termino de ler um livro e posso voltar a ler séries completas para reviews.

Mas voltando ao post, hoje vamos falar de Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai, é uma light novel de Mari Okada e que ficou famosa pela sua animação em 2011. A versão em mangá foi publicada entre 2012 e 2013, nas páginas da Jump Square, com ilustrações de Mitsu Izumi.

Durante vários anos a JBC admitiu que tentava adquirir os direitos da versão mangá, mas a licença ainda não estava liberada para o Brasil. Felizmente, eles não desistiram e finalmente conseguiram. O mangá chegou nas bancas agora em junho com o nome de AnoHana – Ainda Não Sabemos o Nome da Flor Que Vimos Naquele Dia.

Quando era criança, Jinta Yadomi criou com os seus amigos o grupo ‘Super Peace Busters”, do qual era o líder e chamado de “Jintan”. Até que uma tragédia assola o grupo – a morte acidental de uma das integrantes, Menma. O incidente leva ao desmembramento do grupo, e, ao longo dos anos, os amigos acabam se afastando por completo. Só que, um dia, sem mais nem menos, Menma, que deveria estar morta, surge no quarto de Jintan! Será uma sósia…? Uma fantasma…? Qual a razão do “retorno” da garota?!

Honestamente, eu não conhecia AnoHana, nem mesmo o anime eu assisti. Por esse motivo estava bem ansioso para ler a obra e tentar entender porque ela era tão recomendada por todos que eu conheço. Sábado passado comprei o mangá e já devorei ele no mesmo dia.

A trama é cativante e interessante, prende o leitor com aquela curiosidade de “o que está acontecendo”. Os personagens e seus sentimentos são bem definidos também, talvez o fato de ser apenas três volumes tenha feito com que eles já sejam bem trabalhados desde o primeiro, ao menos na minha opinião, foi fácil determinar o que cada um sente com relação ao outro e até mesmo com a situação que eles viveram no passado.

Uma coisa que me chamou a atenção foram todas as referências que o mangá apresenta, coisas simples mas que ao mesmo tempo dão um pouco mais de “realismo” para a história, pois conseguimos identificar elas com o nosso cotidiano. Desde um programa de televisão que eles assistiam até mesmo o jogo do Pokemon.

Algumas piadas são divertidas, principalmente quando aparece o Poppo (melhor personagem?), e ajudam a dar uma leveza na leitura que descontrai. Elas também “enganam” bem em alguns momento, pois aparecem quando a série começava a ter um pouco mais de drama, e com isso não deixam o clima tão pesado.

Óbvio que isso não deve se manter até o final, como são poucos volumes, acredito que nos próximos já tenhamos uma história mais voltada ao dramático, com os conflitos e questões sobre a volta da Menma tomando o centro da trama.

A arte do mangá não é nada genial, ela cumpre sua função e ponto. Os personagens não são do tipo rico em detalhes, mas mesmo assim conseguem ter “presença” e se destacar, cada um com suas particularidades.

No trabalho da JBC, eu gostei demais do papel, é um bom Brite e lembra muito Magi. Gostei muito do acabamento, embora foi difícil achar um volume que tivesse as lombadas e capas limpas (e olha que comprei na Jambô, imagina então as bancas).

A capa espelhada decepcionou um pouquinho. Sei que na edição japonesa não tem arte na contracapa, mas eu já vi que cada volume tem dois dos personagens crescidos na frente, então acho que a editora poderia ter pensado em algo como colocar os mesmos personagens na contracapa, mas dessa vez como crianças. Daria aquele contraste entre passado e presente.

De qualquer forma, é algo insignificante no contexto geral.

Sinceramente, gostei muito de AnoHana, me conquistou e eu aguardo ansioso os próximos volumes. Recomendo muito para que gosta de obras com essa pegada mais leve e voltada ao drama.

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2 comentários

  1. Mari Okada é a rainha do dramalhão, e me espanta o nome dela não estar citado no mangá, sendo que ela foi a roteirista do animê. Na verdade, a Light Novel surgiu depois, mas foi escrita pela própria roteirista. Algo interessante a se considerar. Ainda não li o mangá todo, só o começo, e devo dizer que me surpreendi com algumas decisões da JBC. Parece que eles estão mais “conservados”, as adaptações me pareceram algo que veria na Panini. A qualidade também está legal, mas seria interessante se a capa fosse fosca. Tecnicamente, ela não é totalmente espelhada. No fundo, as pétalas possuem continuidade em relação à primeira capa. É um detalhe mínimo, mas interessante. Como são três volumes, é uma boa compra. Quem sabe eles não trazem a LN também?

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