Comentando o Volume #82 – Tokyo Ghoul vol. 07

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Bom dia chuvoso pessoal, terça-feira chegando com mais um CoV, dessa vez falando do sétimo volume do tão “complicado” Tokyo Ghoul da Panini.

Ao longo desses 7 volumes (que já é metade da obra), acompanhamos duas histórias acontecerem em Tokyo Ghoul: a trama da obra e a qualidade da Panini.

Vamos começar pela trama, que chegou no final da primeira temporada do anime, e já que eu não vi a segunda temporada, isso torna qualquer coisa inédito para mim daqui em diante.

Esse volume foi praticamente todo focado num conflito interno Kaneki, e eu gostei muito da forma como essa “conversa” dele com a Rise foi desenvolvida. A sequência de acontecimentos é muito interessante e mostram que a “força” sempre esteve ali, apenas o garoto é que não queria usar.

Após finalmente aceitar seu lado ghoul, a mudança que temos nele é daquele tipo que empolga o leitor, nós olhamos para ele e pensamos “agora vai”. Posso estar forçando um pouco agora, mas me lembrou muito a primeira transformação em SSJ do Goku, um personagem bondoso ao extremo, mas que quando libera seu poder “total” se torna tão forte que acaba desprovido de sentimentos, querendo apenas acabar com seu inimigo.

A luta dele contra o Jason foi provavelmente uma das melhores do mangá até aqui (e eu diria uma das melhores da minha coleção). A cena em que o Kaneki quebra a própria perna é meio que emblemática nessa transformação, pois mostra que ele deixou de ser aquele garoto fraco que chora em qualquer arranhão. A hora que ele derrota o inimigo é ainda melhor, pois mostra uma crueldade que nós não esperávamos dele.

Eu já comentei nos outros CoV da obra que o pessoal tem uma opinião muito “8 ou 80” sobre TG, sendo que o mangá servia apenas como um “40”. Essa minha opinião se mantém, embora eu diria que hoje ele é mais um 50/60. É um título que está dando muito gosto de comprar e ler os volumes novos, continua não sendo nada brilhante ou revolucionário, mas consegue entregar uma história que convence e que apresenta boas lutas.

Falando um pouco do trabalho da Panini agora, eu vou ser o “do contra” mais uma vez.

Claro que teve volumes realmente tensos, o 3 que vivia fazendo “crec crec” foi bem ruim, o 4 fora do padrão também. Porém no geral eu estava gostando, o volume 6 para mim tinha sido muito bom.

Eu gosto de um mangá mais “firme”, tentando explicar melhor, eu gosto de algo mais “tijolo” ou “quadrado”, e o 6 era um bom exemplo disso. Eu gosto quando abro a capa e ela não se abre até o final, prefiro quando ela “para” naquela dobra que tem perto da lombada. E porque eu prefiro assim? Simples, é pra evitar que aconteça isso que está acontecendo com meu volume 7.

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As páginas estão descolando, eu não tinha esse problema com nenhum volume de Tokyo Ghoul até agora, mas no 7 já aconteceu. E é justamente o volume que eu senti como “menos firme”, pra ser bem honesto, eu senti esse volume como o mais próximo do “padrão Panini” de todos de TG.

E eu não gosto do padrão Panini.

O papel ainda é superior aos demais, porém esse acabamento me pareceu muito próximo ao Aoharaido, outro título da editora que me deixa decepcionado com as colagem. Ele não me passa a confiança na hora da leitura, eu tenho que estar me policiando para não “arregaçar” o mangá e as folhas soltarem, e com isso eu não consigo me concentrar tanto na história quanto gostaria.

Alguns consideram isso besteira, e de certo modo é, só que é uma besteira que atrapalha a minha experiência de leitura, é um gosto bem particular. Pra mim, o volume 6 estava melhor que esse 7.

Buenas, chegamos na metade de Tokyo Ghoul (embora ainda tenha o RE depois). A obra está sendo uma grata surpresa para mim, realmente não esperava o que estou vendo, sem contar que as capas estão sendo um espetáculo a parte.

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2 comentários

  1. Eu me mantenho no 40. A história a partir do vol 7 fica muito mais interessante mesmo, mas os 6 primeiros volumes são tão chatos que eu me mantenho ali (apesar de ter dado nota 7/10 pra ele, no geral).
    Detalhe pra arte e quadrinização do Ishida nesse volume. Mesmo quem não se importava muito com o Kaneki (como eu) consegue sentir ao menos um pouco de dó do cara, muito graças ao jeito que o cara desenha essas partes.

    Esse problema do seu vol 7 deve ser de lote, porque o meu não está assim. Ta infinitas vezes melhor que o 6, muito parecido com o 1.

  2. Depois de pegar o vol. 7, eu realmente decidi que vou largar TG. O 1 e o 6 são os únicos sem problemas, fora que o meu vol. 7 está com o irritante “crec” nas páginas. O chato é ver que ainda tem uma galera que endeusa TG e a Panini só por conta dos marcadores e o cartão postal.

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