Comentando o Volume #86 – Éden vol. 07

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E depois de muito tempo, enfim um CoV novo sobre Éden.

Como vocês já sabem, eu compro a série de modo bem aleatório, deixando acumular volumes e aproveitando descontos, e pro esse motivo a demora de mais de meio ano para uma nova analise.

Vamos começar do principio e tentar falar um pouco apenas da história e aos poucos ir comentando como está a experiência com o formato Big.

A história de Éden é algo que eu estou meio confuso de como classificar ela. Ela é meio difícil e “complexa”, mas ao mesmo tempo é simples e fácil. “Como assim?” Explico, Éden não segue uma linha apenas como maioria dos mangás, ele tem vários caminhos e rotas, cada volume (ou metade de um big) é praticamente um história própria de algum modo conectada a principal.

Embora o foco central seja na família Ballard, principalmente em Elijah, a obra nos mostra muitos, mas realmente muitos personagens. Alguns deles, assumem o protagonismo da história por diversos motivos, e essas mudanças de rumo não são “avisadas”, é do nada e o leitor precisa estar ligado em tudo. Não foram poucas as vezes durante esses 7 volumes que me peguei pensando “o que está acontecendo”.

Porém esse é o charme de Éden pra mim, esse mundo expandido ao máximo (o que me cativa em 20CB também). O mundo não é apenas “herói x vilão”, não é um jogo de xadrez onde cada um espera a vez do outro, pelo contrário, enquanto Elijah está tentando resgatar a irmã, o pai dele está numa negociação com o “presidente do mundo”, uma garota aleatória na China está praticando um atentado terrorista que na verdade era para mostrar a desigualdade sofrida pelo seu povo, e na Austrália uma pesquisadora descobre um novos vírus.

O mundo não está parado, o mundo não é apenas duas ou três pessoas, ele é amplo, muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, e de certo modo, cada uma delas influência o suficiente para o rumo final, pois se não fosse a “garota terrorista”, as pessoas não saberiam dos monstros usados como armas, e se não fosse a busca de Elijah pela irmã, uma outra arma estaria sendo usada sem ninguém saber. Tudo está interligado, mesmo que não pareça.

Outra coisa que me chama a atenção é a “realidade” da história. Éden não é algo tão absurdo, ok, tem toda a questão dos robôs e conexões, porém o grosso de Éden é facilmente comparável ao nosso mundo atual. E isso surpreende ainda mais se pensar que a obra é de 98 e terminou em 08. Desde a história da terrorista até a prostituta viciada, passando até mesmo pelo presidente que era um refugiado, tudo isso são coisas que conseguimos assimilar facilmente com o que vemos no nosso dia a dia.

Éden consegue contar uma ficção de modo tão rotineiro que nem parece ficção, parece apenas natural para nós. A forma simples como ele aborda debates políticos e sociais é tão comum que no fim nós ficamos com aquilo na cabeça refletindo não apenas sobre o mangá como também sobre nós mesmos e a sociedade que vivemos.

Agora comentando um pouco o Big, achei um “ponto negativo” no formato.

O formato big são dois mangás em um como todos sabem, e por isso, é muita coisa em apenas um volume. É informação demais para se processar ao mesmo tempo. Vamos pegar aqui, esse é “apenas” o sétimo volume de Éden, mas na verdade já é o décimo e quarto da coleção. Eu li quatro volumes juntos, isso dá oito ao todo, tem muita série por ai que não tem isso completa.

Numa história carregada de informações e detalhes como é em Éden, esse “alto número” de coisas em apenas um volume as vezes atrapalham a leitura, deixam o leitor meio confuso. Aconteceu uma coisa, ai eu pensei “mas como, isso foi dois volumes atrás”, só que na verdade foi 5 volumes, quase seis. O formato big nos tira um pouco a “dimensão” do tempo.

Claro, não é nenhum fim do mundo e até nem é muito problema para quem está acostumado a fazer maratonas. Porém é aquela coisa, uma coisa é tu ler cinco volumes de Bleach ao mesmo tempo e nada de relevante acontecer, outra é ler um só de Éden e tudo ser explodido uma cinco vezes. Mas óbvio, é uma opinião bem pessoal aqui.

No geral, Éden está figurando fácil no Top15 da minha coleção, uma história forte e reflexiva.

Faltam apenas 2 volumes para enfim ter a obra completa, eu sei que terei que reler com calma para a Review, mas vou fazer isso com muito gosto.

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5 comentários

  1. Eu ainda tô no volume 6 e não poderia concordar mais com você. Eden é tão atual e tão realista que é impossível vc não tentar ao menos se imaginar na situação dos personagens e por consequência criar uma ligação com cada um deles. Isso pq, como vc bem disse, ele trata de assuntos intrínsecos á “nossa realidade” (aspas pq são realidades que não necessariamente vivemos, mas que sabemos que existem pelo mundo afora). Não me arrependo nem um pouco de ter pego essa coleção maravilhosa. Outra coisa a se falar é da qualidade das capas: sério, uma mais linda que a outra. Tá difícil escolher uma favorita.

    PS.: Vc falou da quantidade de informações de Eden ser muito alta para um Big. Agora eu te pergunto: já imaginou Hunter x Hunter em formato Big?
    Penso só na dor de cabeça que é ler a Saga das Eleições ou o começo do Continente Negro em maratona de quase 400 páginas (afinal, só pra compreender em totalidade as habilidades de certos personagens já é um tarefa complicada).

    • Exatamente esse o ponto que eu falei do Big, acho que tem obras e obras para esse formato sabe. Pensa um 20thCB nesse formato, se em tanko já acontece coisa pra caramba em um volume, imagina 2/1. Ou Zetman e Berserk.

      O Continente Negro eu não entendi nada ainda e olha que nem volume tem, imagina se fosse 2/1. hahahahahaha

  2. Nós realmente vivemos um momento muito bom para os mangás no Brasil nesses últimos anos. Algumas séries foram muito injustiçadas há um tempo atrás e uma delas sem dúvida foi Eden. Eu sempre quis ter essa coleção e não pude deixar de aproveitar esse formato maravilhoso. Eu não posso comentar muito porque ainda estou no volume 3 (porque não comprei os outros), mas o pouco (?) que eu li, já me mostra como essa série é boa. Ao contrário de algumas cof.. cof.. OPM cof.. cof… kkkk!

    Death Note BE mesmo é um exemplo de obra em formato BIG bastante densa e difícil de ler mais de um volume por vez. Já Blade, você lê facilmente, pois além da arte ajudar muito, tem alguns momentos que quase nem fala se têm. Na minha opinião ficou até melhor em BIG, ainda mais pra mim que leu tudo no meio-tanko da Conrad.

    Ps: Já é difícil entender os desenhos de HxH às vezes!

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