Review #58 – O Pequeno Príncipe

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“Você se torna eternamente responsável por aqui que cativa.”

Sexta-feira chegando e com ela uma das reviews que eu mais desejei fazer. Ao longo desses anos colecionando livros e quadrinhos, algumas obras eu sempre considerei como “títulos obrigatórios” para qualquer estante, como os quadrinhos Fullmetal Alchemist e A Piada Mortal. 

Entre os livros, a minha maior ambição sempre foi a obra clássica de Antoine de Saint-Exupéry. Acho que todos devem ler O Pequeno Príncipe ao menos uma vez em suas vidas, pois mesmo sendo um livro infantil, ele também é uma lição de vida.

Publicado pela primeira vez em 1943, o livro é o terceiro mais traduzido ao redor do mundo, perdendo apenas para a Bíblia e o Alcorão, o que não é pouca coisa.

O livro conta a história de um aviador que, perdido no deserto, conhece o Pequeno Príncipe, um garoto que vivia sozinho em um planeta tão pequeno que era possível ver quarenta e três pôr-do-sol apenas por mudar a cadeira de lugar, mas que decide partir de seu planeta para conhecer coisas novas.

Como comentei antes, essa é uma obra infantil, do tipo que se conta para as crianças antes delas irem dormir. Ao mesmo tempo, ela também é uma obra que ensina tanto, que deveria ser melhor trabalhada nas escolas, pois apresenta de um modo muito simples coisas que fazemos e encaramos no nosso dia-a-dia.

Reflexões simples, como o Rei que reinava em um planeta onde tinha apenas ele ou mesmo o Homem de Negócios, que passava seus dias contando as estrelas “que o pertenciam”, mas não parava em nenhum momento para aprecia-las. Assuntos que nos fazem pensar em nós mesmos, pensar se não somos iguais ao Homem de Negócios, preocupados apenas em “contar” e não em aproveitar nossas conquistas.o_pequeno_principe__1462888524693sk1462888524b

Mais para a frente temos a minha parte favorita, onde o Pequeno Príncipe conhece a Raposa e percebemos a importância dos relacionamentos que temos ao longo de nossas vidas e o como muitas vezes não damos o devido peso para elas.

Como a própria Raposa diz “nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos” e que só podemos conseguimos enxergar bem com o coração, pois o essencial é sempre invisível aos olhos. Isso nos remete novamente aos outros personagens do livro, como o Homem de Negócios, que só enxerga as estrelas com os olhos e não via o essencial.

E isso nos faz pensar em nós mesmos: somos mais a Raposa ou o Homem de Negócios?

Esse é o motivo pelo qual acho O Pequeno Príncipe tão fascinante, pois ele é extremamente simples e básico em sua ideia principal, afinal, tem apenas 120 páginas e uma leitura muito voltada ao infantil. Mas ao mesmo tempo ela é séria e reflexiva, nos mostrando uma história bastante adulta.

Sobre essa edição da editora Geração, ela é considerada a edição de luxo da obra, ela possui 160 páginas, sendo 120 da história e mais 40 com informações e fotos do autor, um extra bem interessante.

A capa dura é um espetáculo a parte, ela é meio “acolchoada” e com vários detalhes dourados como vocês podem ver na foto do post. Honestamente, uma das mais lindas de toda a minha coleção.

O preço é de R$ 32,00, porém é fácil encontrar em livrarias como Saraiva e Cultura entre R$ 15,00 e R$ 20,00.

Como falei no começo do post, acho que O Pequeno Príncipe é uma obra obrigatória para qualquer coleção de livros, todas as pessoas deveriam ler ao menos uma vez na vida, na verdade, todas as crianças deveriam ganhar uma edição assim que aprender a ler.

Para mim, uma leitura obrigatória.

Nota: 5 / 5

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2 comentários

  1. bom, voltando ao seu blog (tá nos favoritos pq estou começando a ler mangás e seu blog tem boas referências…).

    Algumas “curiosidades” do livro. Parece que o fato de algumas traduções terem colocado 43 (Pôr do sol) foi o fato da primeira tradução e primeira publicação bem antes da francesa (americana em 43 e francesa em 45) colocar esse número, pois na versão francesa tá 44 – parece ser referência a idade do autor que nasceu em 1900 (talvez ele pensasse em publicar em 1944 quando faria 44 anos e talvez a tradutora americana “entendeu” o easter egg e colocou 43 pq foi publicado primeiro nos EUA em 1943…
    Exupéry foi casado com CONSUELO, morou em Buenos Aires, na rua “FLORIDA”, SEXTO andar apartamento 605. Talvez por isso tenha deixado esses easter eggs no livro:

    – na dedicatória se ler: “Elle a bien besoin d’être CONSOLÉE.”
    – B612, o asteroidezinho bem poderia ser o apartamentozinho: “B” de Buenos Aires e 612 referência ao SEXTO andar…
    – e algo me diz que como ele faz muita referência ao número 6 (quanto tinha seis anos… seis anos atrás… etc.) bem poderia ser referência a Santos Dumont que fez sua maior apresentação em Paris em 1906 com o vôo do mais pesado que o ar… e daí, talvez, a paixão de Exupéry pela aviação (não seria difícil imaginar o garoto Exupéry aos 6 anos assistindo ao vivo em Paris o famoso vôo – o que impressionaria qualquer adulto ou criança).

    nesse grupo do facebook https://www.facebook.com/groups/1534203010164458/ tem muito mais curiosidades, foi criado pela tradutora Denise Bottmann como uma “oficina” virtual quando ela começou a traduzir o livro. Tive a honra de participar mesmo não sendo tradutor…

    sobre o ap de Exupéry https://www.revistamuseu.com.br/site/br/noticias/internacionais/761-10-07-2016-casa-de-st-exupery-em-buenos-aires-e-aberta-ao-publico.html

    estou tentando (desde essa oficina) “traduzir” o Pequeno Príncipe para o “dialeto” piauiês, nesse blog onde tento escrever algumas coisas http://ciscodourado.tumblr.com/

    o que me fez acabar conhecendo esse teu blog foi a paixão por quadrinhos (de todos os tempos), vivo procurando blogs interessantes sobre o assunto pois faço um sobre HQs bem antigas http://agaqueretro.blogspot.com.br/

    abraço

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