Review #60 – AnoHana: Ainda Não Sabemos o Nome da Flor Que Vimos Naquele Dia

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Bom dia meus amigos leitores deste blog de mangás e livros, hoje eu lhes trago a review daquele que, para mim, foi um dos melhores títulos lançados em 2016 fácil e que vai nos deixar um pouco carentes de obras do tipo por algum tempo.

Podem rolar alguns spoilers leves, coisas que eu nem chamaria de spoiler, mas já aviso pois sempre tem quem acha que falei demais e estraguei a obra.

A versão mangá de Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai, ou para nós, AnoHana: Ainda Não Sabemos o Nome da Flor Que Vimos Naquele Dia foi escrita por Cho-Heiwa Busters, com artes de Mitsu Izumi, e foi publicada nas páginas da Jump Square entre 2012 e 2013.
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No CoV 71 eu disse que a novel havia sido lançada primeiro, mas na verdade foi a animação de 2011, que depois deu origem tanto à Novel quanto ao mangá.

Como eu tinha comentado com vocês naquele CoV, eu não conhecia absolutamente nada de AnoHana e essa minha experiência com o mangá foi então o primeiro contato que tive com o título. Isso foi muito bom de certo modo, pois consegui ler a obra sem os vícios da animação, sem ter sempre aquele momento de comparação entre ambos.

Isso de certo modo influencia o leitor, independente do quão fiel seja a adaptação, sempre teremos aquela comparação que muitas vezes atrapalha um melhor aproveitamento da obra.

Ao longo desses três volumes vamos acompanhando a busca dos amigos para descobrir qual o desejo que trouxe Menma de volta, e ao mesmo tempo em que eles tentam realizar esse desejo, eles também são obrigados a enfrentar seus próprios conflitos e encarar o que suas vidas se tornaram após a morte da garota.

A primeira coisa que se destaca em AnoHana são os personagens. São muitos personagens para uma obra curta, além dos seis principais, podemos colocar ainda os três da família da Menma e os pais do Jintan, o que totaliza 11 personagens para serem utilizados.

Claro que o grupo principal é o mais utilizado, só que é possível ver como todos foram muito bem utilizados, mesmo o pai do Jintan que aparecia pouco tem o seu peso exato na trama, ou o irmão da Menma e seu conflito com os pais que parecem ter esquecido dele.ANO_HANA_A02_1470242697602959SK1470242697B

Isso me impressionou demais, estamos acostumados a ver obras de setenta e tantos volumes com pencas de personagens e nomes, mas que no fim não conseguem nem mesmo evoluir o protagonista central direito (ah, vocês pensaram nele que eu sei). Ai chega AnoHana, com apenas três volumes, com pouco mais de 600 pa´ginas e nos mostra como é fácil, como é simples pegar tantos personagens e trabalhar eles na medida certa.

Nenhuma história ficou em aberta, os pais da Menma conseguiram superar a dor da perda da filha, cada um dos SPB consegue enfrentar seus próprios conflitos internos e seguir em frente.

As doses de drama e comédia são precisas, é impossível não rir nas cenas engraçadas, da mesma forma que não tem como não se emocionar nas cenas mais tristes, principalmente no último volume, onde é ainda mais difícil controlar as lágrimas.

Ontem a noite eu li toda a série (por ter apenas 3 volumes isso fica bem mais fácil) e percebi como temos poucas obras assim sendo publicadas aqui atualmente, que mexam pesado com os sentimentos. Não estou falando dos vários shoujos como Aoharaido e KimiNi, falo de obras mais reflexivas e “pesadas” em sentimentos.

Não sei explicar direito essa questão do “pesado”, mas citando exemplos, acho que são obras numa pegada mais como Solanin e 5 Centímetros por Segundos, aquele tipo de mangá que quando a gente termina de ler, fica algum tempo parado, refletindo o que lemos e como sentimos com aquilo. Obras que dão gosto de pegar para reler quantas vezes for, e que continua pegando da mesma forma que nas anteriores.
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Após o fim de AnoHana, ficaremos carentes de obras assim por um tempo. Eu espero que a JBC anuncie Koe no Katachi ou Shigatsu Wa Kimi no Uso como obras para substituir ele, quem sabe agora que ela voltou a fazer anúncios um deles não aparece para 2017 (ou qualquer outra editora já serve).

O trabalho da JBC está muito bom nele, sem grandes pontos a destacar, nem negativamente e nem positivamente. O brite é bom, as páginas estão boas de folhear. Ele ganhou tantos mimos ao longo da publicação, como cartões postais e sobrecapa, que eu não descarto que em 2017 deva ganhar um box com os três volumes.

Acho que não é errado dizer que esse foi um dos melhores mangás do ano facilmente. Claro, tivemos em 2016 grandes obras como Vagabond, FMA e Slam Dunk, mas esses são os épicos de exceção.

Nota: 4,6 / 5

O preço de capa é de R$ 14,90 e ainda é fácil de encontrar os primeiros volumes para vender.

Recomendo demais para quem ainda não comprou, é um ótimo título para se ter na estante.

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4 comentários

  1. Por incrível que pareça, eu li os três volumes ontem, de uma vez só! Como é uma série bem curta, me segurei e esperei chegar todos os volumes pra ler todos de uma vez!
    Realmente, os personagens são bons, a trama é boa e acredito que demoraremos um pouco até ver algo bom desse jeito novamente. One Week Friends talvez? Quem sabe.
    Acho que por ser uma série curta que eu gosto ainda mais, ainda mais fechadinha desse jeito. Reafirmo o que você falou, está entre as melhores desse ano sim, tirando os épicos, claro.

    • Ontem quando fui fazer a foto me dei o trabalho de arrumar a prateleira bonitinha só com shoujos. Atualmente não consigo deixas as prateleiras por “tema” como gostaria, mas quando comprar a terceira estante vou fazer isso.

      PS: Advinha quem acabou de chegar da Amazon…
      Minha única dúvida sobre ele: faço um CoV já que é o Ano 1 ou uma Review já que é a versão definitiva?

      • Legal cara! Eu achava legal fazer um review porque só vão lançar um por ano, então vai demorar um pouco. E depois me fala sobre como está a lombada dele, a minha parece um pouco maior do que o miolo, achei isso meio feio, mas de resto está perfeito!

        Quanto à prateleira, atualmente também não consigo deixar arrumadinho por tema, é muita coisa cara! Rsrsrs!
        Não sei o tipo de estante que você gosta, mas o Bruno Zago do Pipoca e Nanquim no Youtube fez um vídeo falando de uma prateleira muito boa, depois dá uma olhada.

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