Comentando o Volume #105 – Berserk vol. 15

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Sexta-feira chegou e até o momento eu ainda não tive nenhuma aquisição nessa semana, então vamos de CoV mesmo.

Hoje eu quero comentar um pouco sobre o que estou achando de Berserk e essa “volta ao presente” na história do Guts. É interessante essa questão de “volta”, pois ficamos tão acostumados ao arco da Era de Ouro que esquecemos que ele era apenas um flashback, a história mesmo se passa no tempo atual.

Como vocês já sabem dos outros CoV’s da obra (putz, o último foi o 28, faz muito tempo), essa é a minha primeira experiência com Berserk. Eu realmente não sei nada do que vai acontecer. Baseado nisso, o que posso é fazer uma comparação do que está acontecendo com o que já aconteceu, comentar a forma como a história vem se desenrolando.

Lendo esse décimo e quinto volume, o segundo pós-Era de Ouro, devo admitir que me deu um certo desânimo, uma pequena “decepção”.

Por mais que a EdO tenha sido um arco de flashback para explicar o que levou o Guts a se tornar o que é hoje, ainda assim nós vimos nela uma narrativa fantástica, vimos como o Miura é capaz de criar algo gigante, com intrigas, pensamentos fortes, jogos políticos e claro, carnificina. Era uma história muito bem trabalhada e lapidada.

A impressão que tenho agora é que virou apenas carnificina. Eu não fiz o CoV do volume 14 pois pensei “ok, é volume de transição, no próximo vem a trama”, mas não, continuou sendo pauleira pura e o Guts louco.

Não vou dizer que não gosto de pauleira, acho até que é um dos pontos fortes de Berserk, porém é justamente isso “apenas um dos pontos fortes“.

Diferente do que vejo muita gente dizer, Berserk não era só tripas e lutas épicas, a obra tem toda uma carga emocional e uma trama por trás. É a história da criança que nasceu de um cadáver, que foi abusado e se tornou um mercenário, é a história do cara que nasceu na favela e ambicionou ser um deus. O Miura me acostumou com uma trama bem elaborada, e eu quero mais daquilo, não quero apenas “o novo demônio do volume” e boas cenas de tripas voando.

Outra coisa que tem me incomodado nesses dois volumes é que a “aura” da história mudou um pouco, e isso eu posso “culpar” um personagem: Puck. O elfo é muito chato, e para mim destoa completamente do que se tinha mostrado durante toda a Era de Ouro. Tinham os personagens engraçados, aquele velho alívio cômico, mas era algo natural dentro da obra. Com o Puck não, são piadas aleatórias, o personagem toda hora tenta ser engraçado e fazer caretas e tal, algo que até então não se tinha visto em Berserk e fazem parecer forçadas.

Pode ser que realmente demore um pouquinho ainda até engrenar, pelo visto vai ter algo com os cavaleiros do Vaticano e o fato do Guts estar com um Behelit, o que faz ter muito potencial para uma boa trama.

Óbvio que Berserk está longe de ser ruim, isso nem me passou pela cabeça. Mas confesso que esses dois últimos volumes me deixaram meio “ah, ok então”, não me deram aquela ansiedade por ler logo o próximo.

Volta Griffith.

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1 comentário

  1. Passando rapidinho pra deixar aquele comentário maroto! Hoje o trampo apertou! kkkkk

    Somos realmente felizardos por ter uma edição tão bonita de Berserk nas bancas, é uma história sensacional, entretanto, tem momentos de porradaria pura e simples que eu realmente sinto falta de algo por trás, parece que estão se batendo apenas porque é legal e tals.

    De qualquer forma, Berserk segue como uma das melhores publicações em andamento, pena que o Miura é um preguiçoso de marca maior.

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