Comentando o Volume #123 – Inuyashiki vol. 01

Quarta-feira chegou e eu não consegui terminar a tempo a review que queria, felizmente já tinha esse CoV programado para sexta e foi só trocar.

Inuyashiki é uma obra de Hiroya Oku, autor do famoso Gantz. A obra ainda está em publicação nas páginas da Evening, porém seu final já está confirmado para o décimo volume (o próximo). No Brasil, a obra chegou agora em maio pela Panini em publicação bimestral.

“Ichiro Inuyashiki tem apenas 58 anos, mas aparenta ser muito mais velho. Ele é constantemente desrespeitado por sua família e descobriu que tem câncer terminal. Não tem motivo algum para continuar vivendo. Esta é uma história que poderia se encerrar aqui, mas, na verdade, está só começando.”

Eis que o autor de Gantz voltou ao nosso mercado com uma obra nova, felizmente dessa vez é uma bem mais curta e sem riscos.

O que eu posso dizer desse primeiro volume de Inuyashiki? Honestamente eu não faço ideia do que pensar, não foi um bom primeiro volume. “Ah Haag, vai dizer que é ruim?” Calma, pois a verdade é que nem isso eu consigo dizer após ler e reler esse volume.

 

Normalmente quando pegamoss um “Volume 1”, ali já sentimos o tom da história e o que ela planeja passar ou abordar. Em Inuyashiki eu não senti nada, me pareceu que o autor estava experimentando de tudo e vendo o que iria funcionar.

Vai ser um mangá de batalhas com um herói bem fora do padrão? Vai ser um mangá de redescoberta? Vai ser uma obra para falar sobre a sociedade? Não sei, pois esse volume pareceu ter tudo isso e ao mesmo tempo não ter nada.

No começo vemos Inuyashiki ser ridicularizado e abandonado pela família, quando descobre que está para morrer, ele nem mesmo é capaz de contar para eles. E aqui entra a questão de ele se redescobrir, de aprender a viver com sua doença terminal.

Mas eis que duas páginas depois ele se torna um robô e tudo é jogado fora. Pra que servia a doença? Se ele nunca tivesse descoberto o câncer não teria feito diferença.

Logo depois vemos uma “batalha”. Alguns garotos tentam matar um mendigo e Inuyashiki se mete. Poderiamos começar o debate da sociedade, primeiro na familia mostrando o abandono ao velho, depois nos “filhinhos de papai” que espancam sem-teto. Ao menos nesse volume nada se fez e ficou por isso.

A única coisa que chegou mais perto de evoluir realmente foi a parte do “mangá de batalha com herói fora do padrão”, pois aqui tivemos uma conclusão finalmente: ele decidiu salvar pessoas. Mas não para mostrar seu valor pra familia que o abandonou, não para consertar a sociedade. Ele quer salvar pessoas apenas para se sentir vivo.

Bom, se a história não se mostrou nesse volume, isso também impactou nos personagens. Não teve nada, na verdade acompanhamos o velho durante todo o volume e não vemos o mundo da história com outros olhos. Até temos flashes como a filha com amigas ou o filho sendo roubado, mas nada que evolua mais e desenvolva personagens.

Em uma opinião bem pessoal, é um primeiro volume muito fraco. Não me vendeu a história, não me deixou com ansiedade pela continuação ou me fez querer correr para conversar com algum amigo sobre ele. Foi muito “ok, e?”. Terminei de ler, comecei de novo e mesmo assim não senti aquele “”tesão” que normalmente um primeiro volume dá. Gantz tinha isso, você termina o primeiro vibrando e querem saber que merda tava acontecendo ali. Inuyashiki não, a história parece tão monótona quanto seu protagonista.

No trabalho da Panini sem surpresas. O papel está mais limpo que YourLie e Seraph, mas ainda assim bem longe do ideial e das melhores obras que vemos no brite. A capa é bem bonita, não apenas pelo trabalho holográfico, mas ela em si é interessante, gostei demais do desenho (embora ainda não entendi o “NU” vermelho).

Algo me incomodou um pouco. Quem tem lido os grupos de Facebook deve ter visto o pessoal falando do Pride da Nova Sampa, onde a editora não retirou alguns kanjis. Então, o mesmo acontece em Inuyashiki, a Panini manteve vários kanjis. Não é a primeira vez que noto isso, falei sobre a mesma coisa em Seraph de que a editora tinha mantido os kanjis em algumas cenas que normalmente eram retirados. Pra mim ficou poluída a imagem, pois duplica informação, já que além do texto original ainda tem o brasileiro como na foto anterior.

E então, qual o veredito? Não sei.

Inuyashiki não me mostrou nada, arrisco dizer que foi outro hype em que cai. “Ah Haag, mas melhora nuito nos próximos volumes”, pode até ser e eu torço muito pra isso. Porque o primeiro volume não entregou o esperado e nem me fez comprar a proposta.

Se for pra descer do muro e ser mais direto, eu estaria mais voltado para decepção do que esperança, e não recomendaria o mangá com base no que vi nesse volume.

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2 comentários

  1. Eu fiquei com essa mesma sensação, porém eu já esperava algo meio sem sentido, o autor se perde demais (em Gantz) e parece não ligar muito pro sentido/roteiro que a história vai seguir, ele apenas vai amontoando uma sequencia de acontecimentos, que embora legais e divertidos, não levam a lugar nenhum.
    E é exatamente isso que vemos em Inuyashiki.

    Mas não tenho como negar que me deixou curioso para ver mais, e foi o que eu fiz, dei uma bisbilhotada on-line e até o capítulo 20 mais ou menos, a história ainda continua meio que sem saber pra onde ir, daí pra frente não li mais, então não tenho como opinar.

    Não é nem bom, nem ruim. É estranho e suficiente pra me fazer não comprar o volume 2!

  2. Eu li apenas o primeiro volume online há algum tempo, mas não sei o quê esperar… nunca li Gantz e fui ler essa obra pra ver se tinha o “algo a mais” quê todos falam, não o encontrei, não deu motivação. Mas confesso que as cenas onde eles tentam queimar o mendigo e o velho aparece me emocionou, pois mostra bem a realidade dos menos favorecidos lá no japão, o bully não acontece somente nas escolas à exemplo, ele está presente em diversos lugares. Sim, o autor trabalha bem com emoções e o sobrenatural, isso é perceptível, mas… fica sempre esse “mas”… ha ha ^^

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