Comentando o Volume #126 – Nisekoi vol. 01

Começou a sexta-feira e com ela temos uma das obras da Jump que mais demoraram para chegar nas bancas brasileiras.

Nisekoi, obra de Naoshi Komi e que foi publicada nas páginas da Shonen Jump entre 2011 e 2016, finalizando com um total de 25 volumes encadernados. Ao longo desses 5 anos de publicação a obra recebeu diversas adaptações entre novels, jogos e duas temporadas de animação.

No Brasil ela chegou agora em junho de 2017 pela Panini e está sendo publicada de modo mensal.

Raku Ichijou é um estudante perfeitamente normal – apesar de ser filho do chefe de uma família da Yakuza. Um dia, surge em sua escola uma bela aluna transferida chamada Chitoge Kirisaki. Os dois logo se estranham e não se dão bem de jeito nenhum, mas, por algum motivo, descobrem que precisam fingir que são namorados…

Eu sempre falei durante muito tempo que considerava Nisekoi uma obra com tudo para dar certo no mercado brasileiro. Depois de ler esse primeiro volume, apenas confirmei isso.

Temos duas histórias rolando, a primeira “principal” é a do falso namoro entre Raku e Chitoge e o fato de eles terem que enganar as duas gangues. A segunda história é sobre uma promessa que Raku fez no passado com uma misteriosa garota da qual ele não se recorda, mas que é o “amor da vida dele”.

A obra é aquela clássica comédia romântica com o protagonista vivendo num harém de garotas, porém até onde sei, sem todo aquele ecchi de To Love-Ru. Esse é um modelo que eu acredito que dá certo no nosso mercado, aquele tipo de mangá totalmente despretensioso que diverte.

Temos aquelas piadas bobinhas que fazem rir, seja nos yakuzas/gangsters que seguem o “suposto” casal ou apenas nas atitudes exageradas da Chitoge. O importante é que diverte, a leitura flui de maneira gostosa e deixando a vontade de ler o próximo volume.

Claro que eu não espero isso por longos 25 volumes, eu já espero que lá pela metade o mangá vá começar a enrolar demais e ficar toda hora colocando uma garota nova que supostamente será “a garota da promessa”, com certeza em algum momento a farsa do namoro vai cair, duvido que ela se mantenha até o final da obra e com isso eu não imagino o que poderá acontecer. Provavelmente lá pelo volume 18/20 eu já vou estar de saco cheio.

Porém por enquanto, após ler esse primeiro volume, o fato é que Nisekoi me divertiu bastante nesse primeiro volume. Em meio a tantas leituras pesadas e cheias de detalhes, ou que requerem muita atenção e teorias, é bom de vez em quando ler algo assim, sem nenhuma grande ambição. Puramente para relaxar.

Nisekoi está longe de ser um dos melhores mangás que temos, e com certeza não será um dos melhores do ano. Mas divertiu e isso já me serve bastante.

Não vou recomendar como uma compra obrigatória para todos, porém recomendo sim para quem quer ler algo divertido e ainda tem espaço na sua “lista de compras”. É bem melhor que algumas obras como alguns Seraph da vida.

Apenas lembrando, a obra é mensal e seu segundo volume será lançado agora em julho.

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7 comentários

  1. “…eu já espero que lá pela metade o mangá vá começar a enrolar demais…” então você esta indo pelo caminho certo, eu não cheguei a ler o mangá mas já vi o anime e lá acontece mais ou menos assim, acontecendo muitas coisas mas que no fim das contas não acontece nada.

  2. Teve uma época que eu partilhava da ideia de que Nisekoi enrolava em demasia, mas tem um determinado momento que o mangá deixa de ser uma comédia romântica e passa a ser um slice of life de comédia e mais perto do fim volta a ser uma comédia romântica.

    Eu realmente gostei de Nisekoi, depois que eu li de uma vez, enquanto lia por semana, achava bastante massante, mas quando li de uma vez (ou pelo menos uns 6-7 capítulos por vez) a experiência se tornou bastante agradável, e é o que vai acontecer com os volumes mensais.

    Concordo plenamente, não é a melhor coisa que temos em banca, nem de longe, mas é mais divertido e gostoso de ler que a maioria. É bem leve e engraçado, até forçado em alguns momentos, mas é aquele tipo de forçação bacana, cômica. Foi uma das obras que mais me lembrou os bons tempos em que li Love Hina!

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