Maratona Pirata #04 – Saga Skypiea vol. 24 ao 32

Quarta-chegando e na teoria é a minha primeira quarta trabalhando. 😛

Mas falando sério, depois do atraso na semana passada finalmente está chegando o quarto post da Maratona Pirata, dessa vez comentando a terceira saga da obra: Skypiea.

Essa é fácil a saga que tenho mais pavor, por isso admito que ler ela foi um saco, não acabava nunca isso. Sem contar que Skypiea não agrega praticamente nada na história, o começo em Jaya até tem alguns pontos, mas o arco principal é quase todo descartável.

Chega de enrolar, vamos comentar essa saga logo.

Volumes 24 – Saída de Alabasta

O primeiro volume da nova saga ainda nos rende um pouco de Alabasta e até mesmo um pouco de decepção.

É uma opinião bem pessoal, mas eu sinto que o Oda tirou todo o peso da saga anterior nesses capítulos. O primeiro é aquele negócio de “ninguém morreu”, algo que fica ainda mais forte com a volta do Pell. Poxa, a morte dele tinha sido uma cena incrível, o grande herói de Alabasta e toda a questão do “guardião do reino”, ou mesmo a volta do Igaram.

Ficou faltando para mim aquela questão dos “sacrifícios” que durante toda a saga da Baroque Works. Durante várias vezes vimos todos falando que era impossível que ninguém se ferisse, o quanto infantil a Vivi estava sendo, e no fim a saga terminou com todos bem e felizes. Achei contraditório.

Para encerrar com chave de ouro, temos a nova tripulante: Nico Robin.

A braço direito da BW entrou para o bando numa das cenas mais engraçadas de novos tripulantes. Muita gente reclama dela ter “virado boazinha” do nada, mas analisando desde o começo, a Robin nunca foi vilã, ela sempre ajudou. Foi ela quem revelou pra Vivi a identidade do Mr. 0, ela não matou eles quando poderia, ela salvou o Luffy duas vezes e ainda mentiu sobre a Pluton.

No próximo post teremos Enies Lobby e aí vamos voltar mais na Robin e na Pluton.

Agora aquele momento “coincidência” já chutando uma tripulante atual.

Em cada “mundo”, temos a entrada de um homem e depois de uma mulher como tripulantes. Em East Blue foi Zoro e Nami, em Grand Line foi Chopper e Robin. No Novo Mundo temos Jinbei já, seguindo essa lógica, agora viria uma mulher. Será um sinal de Carrot nos chapéus de palha?

Volumes 24 até 26 – Jaya

Chegamos em Jaya e temos finalmente o começo da grande saga. Tudo se inicia com um galeão caindo do céu e com a long pose apontando para cima, ou seja, sinais da existência de uma ilha no céu. A primeira parada do bando é em Jaya, uma ilha sem lei.

Não vou comentar a luta com o Bellamy, em DressRosa voltamos para esse imbecil. Vou abordar alguns pontos diferentes.

O primeiro ponto é ver a mudança de evolução que a Robin trouxe. Ela é experiente, uns 10 anos mais velha que os demais. Isso trouxe uma “malicia” a mais na hora de evoluir a história, enquanto todos estão no meio da loucura, a Robin resolve as coisas, seja roubando uma Eternal Pose ou conseguindo informações. Isso faltava antes, as coisas eram muito aleatórias, as informações/pistas sempre vinham na sorte ou do nada, agora já temos uma evolução e elas fazem mais sentido. Faltava um pouco dessa experiência, faz a história ficar mais encaixada e menos “aleatória”.

O segundo ponto é obviamente o Barba Negra. É a primeira vez que vemos o cara de quem o Ace está atrás. Temos todo aquele discurso de “Os Sonhos Nunca Morrem”, mas o que interessa no vilão aqui é sua bandeira e a teoria que ela carrega.

Para quem não lembra, a bandeira apresenta 3 caveiras, algo um tanto estranho se pensarmos que normalmente elas simbolizam algo do Capitão. E aqui entra uma teoria do personagem. Mais para a frente veremos ele ter duas Akuma no Mi, sendo o primeiro personagem com dois frutos. Entretanto, a teoria vai mais longe e diz que na verdade ele possui uma terceira: a zoan mitológica de Cérbero.

Cérbero é aquele famoso cachorro de 3 cabeças. Mais para frente veremos que o BN é um grande entendedor de AnM, ao ponto de reconhecer imediatamente a Yami Yami. A ideia da teoria então é de que ele sabia do poder da Cérbero, de que a fruta criaria “3 personalidades” no usuário, possibilitando assim a utilização de 3 frutas, uma de cada tipo. Bom, Yami é logia, Gura é paramecia e na lógica Cérbero seria zoan.

Isso explicaria algumas coisas, como ele poder ter mais de uma fruta e até mesmo sua bandeira. O que vocês acham dessa teoria? Tem um sentido ou é apenas viagem?

Ainda na BN, ele nos trás outra questão interessante. Na primeira vez que ele encontra o Luffy, ambos discutem sobre a recompensa do garoto. Quando o vilão descobre o verdadeiro valor, na mesma hora ele diz “eu sabia que 30 era pouco para um haki tão forte”.

Novamente é falado do haki. Incrível como ainda existe gente dizendo que o poder surgiu do nada na obra. Eu já dei para vocês sinais de haki em East Blue, Baroque Works e agora ele já é até mesmo citado diretamente.

Algo que o pessoal parece não entender em One Piece é o fato de que o grupo do Luffy não sabe nada do mundo. Até a entrada da Robin, nenhum tripulante tinha experiência nenhuma. Por isso eles não falam em Laftel, em Haki, em Poneglyphs ou Frutas Despertadas. Não é porque a coisa ou poder não exista, é puramente porque eles não conhecem.

O Haki não vai ser “tapa buraco” no Novo Mundo como dizem, o haki já está em One Piece desde o começo. É só ler direito a obra.

Antes de acabar Jaya, quero trazer um último ponto de teoria.

Não é a primeira vez que vemos falarem sobre a sorte do Luffy. Muitas vezes ela chega a ser forçada ao ponto de parecer protagonismo, mas e se pensar por outro lado?

Quando ele virou cabeça premiada, o velho da aldeia dele disse “Será que ele está realizando um sonho ou apenas seguindo seu destino? ”. Agora, vemos alguns momentos de sorte do personagem se repetirem, como quando escapou do BN. Na hora disseram que ele teve sorte, mas o vilão discordou e disse “Tudo é destino”.

Até onde será que é realmente apenas sorte do Luffy? Até onde isso pode ser algo referente ao legado D. ou mesmo ao seu Haki? O que vocês pensam disso, será que é apenas protagonismo ou tem algo mais?

Ah, ia esquecendo: aqui temos o primeiro sinal do passado do Sanji quando ele diz que morava no North Blue.

Volumes 26 até 32 – Skypiea

Bom, chegamos no arco principal dessa saga, porem acho que não vou falar tanto dela como falei de Jaya. O motivo é simples: não vejo o que Skypiea sirva para a obra.

Esse arco é um grande Battle Royale, com direito até mesmo a contagem de sobreviventes ao longo dos capítulos. É um excesso de personagens e golpes, golpes que (voltando ao que eu disse em Alabasta) não servem de nada, pois ninguém morreu.

Wiper tinha aquela bazuca gigante que abria buracos em árvores, mas que não matava quem tomasse o golpe. O Enel com todos aqueles raios e o golpe gigante não matou ninguém, todos os Shandians e moradores de Skypiea sobreviveram.

Isso é o que não gosto de One Piece, a gente já sabe que o Oda vai tirar todo o peso da batalha no final. E nem adianta falar que os guerreiros eram treinados e aguentavam um impacto maior, pois o pai da Conis tomou o El Thor do Enel e sobreviveu.

Alguns pontos que podemos grifar de importância:

Aqui vemos o haki de modo mais efetivo, embora eles utilizem o nome de Mantra. Vemos o haki de observação ser muito usado pelos membros do bando do Enel e pela garotinha dos Shandians (embora essa eu já desconfiaria ser do Rei). Mais para a frente o Rayleigh vai confirmar isso.

Falando nele. No final do arco, quando se encontra o sino de ouro, a Robin descobre a existência de mais uma Poneglyphs e encontra a assinatura do Gol D. Roger na pedra, mostrando que ele esteve ali e que buscou todas as pedras. No próximo arco a gente vai saber finalmente a importância das pedras.

Ainda nessa pedra, ela fala de mais uma arma: Poseidon. Quando a gente chegar em Ilha dos Tritões vamos voltar para esse ponto.

Agora, fechando o post e pegando alguns pontos de gancho para as próximas sagas:

Dicas de Enies Lobby: as primeiras pistas são já do próximo arco.

Primeiro temos toda a discussão sobre o Merry estar quebrando demais e tal. Aí vemos aquele negócio da pessoa misteriosa que arrumou o barco. Ao mesmo tempo, em Skypiea já começamos a ver o Usopp exagerando sobre o barco, querendo brigar cada vez que se fala algo do Merry ou se cogita a troca.

O segundo ponto é a Robin. Ela sempre afastada do bando, como se não buscasse a mesma coisa, apenas estivesse seguindo o fluxo. Quando ela encontra a Poneglyph, ela muda um pouco e se solta, por ter encontrado um motivo para fazer algo.

Dicas para Marineford: são sutis, mas aqui já começou a grande guerra. BN tentando entrar na Shichibukai, Ace cada vez mais perto dele. Shanks querendo evitar essa batalha e indo atrás do Barba Branca, enquanto a Marinha tenta evitar esse encontro.

No final temos ainda o DoFlamingo falando que a nova era já se aproxima e que tudo está caminhando para ela.

Dicas para DressRosa: e falando no Mingo, temos algumas curiosidades de DR. Além do próprio DoFlamingo e do Bellamy, outra coisa me apareceu. Quando temos o flashback do Norland, em determinado momento pedem para ele contar sobre “A Ilha dos Anões”. E que ilha é essa?

É o que sempre digo, está tudo em One Piece. É só ler direito que você encontra.

E ainda tem gente que teima comigo que as coisas são “cagadas” ou “tapa buracos”.


Bom, talvez o meu preconceito com Skypiea tenha me feito só ver defeitos na saga.

O que vocês acham dela? Peguei muito pesado?

Comentem ai suas opiniões sobre essa fase e mostrem suas teorias.

Agora é começar uma das minhas sagas favoritas (na verdade já estou quase acabando). Nossa próxima parada será em Enies Lobby dia 07/02.

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1 comentário

  1. Eu fiz um comentário gigante outro dia neste post e parece que não foi 😦

    mas resumindo – estou meio sem tempo, então estou atrasado na leitura de OP

    mas eu gosto de Skypiea – eu acho legal o motivo do Enel querer o ouro, não é aquele vilão que quer ouro pelo seu valor comercial, ele quer por seu valor químico, por seus atributos – também gosto do fato de que mesmo apanhando, ele conseguiu o seu objetivo

    de Skypiea saiu algo bem importante: os dials – esses dials do Usopp fizeram um upgrade nas armas dele e da Nami, aumentando o nível dos dois tribulantes mais fracos

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