Comentando o Volume #155.2 – Jojo’s Bizzarre Adventure – Parte I – Phantom Blood Vol.01

Vocês esperavam mais uma postagem de Aquisições da Semana, mas novamente será sobre DIOOOO!

Buenas povo deste blog que adora JoJo’s Bizarre Adventure, conforme eu tinha prometido no AdS 134, o primeiro volume de JoJão da Massa™ iria ganhar dois CoV’s seguidos, o primeiro com a opinião do Jeferson sobre a obra e agora o segundo com a minha opinião. Era pra ter ido ao ar na quarta, mas por conta da correria de feriado, acabei não conseguindo terminar a tempo.

Não vou fazer nenhuma explicação sobre a história da obra, eu usei meus poderes de dono do blog para que o Jeferson escrevesse primeiro e colocasse essas informações e a sinopse. Leiam o post dele para saber essas coisas (Sim, esse foi meu momento “plano maligno do Dio”).

Eu sempre fui fã da obra, os mais antigos devem lembrar que lá no distante 22/07/2015 no primeiro O Que Poderia Ser Publicado no Brasil?, a primeira obra que falei foi justamente JoJo’s. Depois veio em 02/07/2016 aquele Top10 de Próximas Aquisições e lá estava a versão americana de JoJo’s outra vez. Então não amiguinho, eu nunca foi “modinha” da obra, eu sempre quis o mangá e por algumas vezes quase importei.

Só que eu não vou dizer para vocês que esse é o melhor mangá do mundo (sim, essa foi pra você!) ou que é uma compra indispensável.

Esse é um mangá muito estranho e ao mesmo tempo básico demais nessa sua primeira fase. A ideia principal é puramente: “Dio é ambicioso demais e quer roubar tudo de JoJo“. É só isso.

Por uma questão do destino (e tudo em JoJo’s tem a mão do destino) Dio Brando vai morar com a família Joestar, lá ele conhece o jovem Jonathan que nada mais é que um mimado herdeiro de família rica. Inteligente como é, Dio percebe ai uma oportunidade de se tornar um herdeiro da família e para isso ele inferniza a vida de JoJo, para diminuir a moral do garoto com o pai e assim abrir a sua oportunidade.

Então temos ai o que dá todo o tom, Dio querendo destruir a vida de Jonathan para praticamente roubar seu lugar como herdeiro.

Todo esse primeiro volume é nessa fase “normal” da rivalidade, quando ambos ainda são humanos e não tem poderes, o que ficou muito bom nessa separação do bunko que irei falar mais para a frente.

Voltando a história, ela é super importante pois nos mostra que o Dio realmente é ruim. Ele não era só um cara ruim que ficou pior quando pegou a mascará, ele é um cara que sempre foi mau. Um cara que numa luta justa trapaceava, que beijava a namorada do rival a força ou mesmo que tocava fogo num cachorro vivo. É para isso que essa fase toda serve, para mostrar que ele não precisava da mascará e dos poderes para se tornar um monstro, pois desde sempre ele foi um.

Em compensação serve também para evoluir o Jonathan. O garoto chorão do começo, completamente inocente e que praticamente deixou o Dio tomar conta de tudo, ao longo do volume vai evoluindo para alguém que aprende que nem todas as pessoas são honradas ou vão jogar limpo com ele. Que um cara pode sim matar o próprio pai e não sentir remorso. Jonathan aprende que ele tem que deixar de ser uma criança para virar um adulto.

Eu queria evitar falar dessa parte, mas é óbvio que JoJo’s tem muitas coisas consideradas “datadas” por todos. Seja naquela questão dos personagens de 17 anos que mais parecem halterofilistas bombados e másculos, até garotas lindas com peitos fartos e cintura fina. Na narrativa vemos toda aquela questão de “você é um homem honrado” e tal que era muito comum nos anos 80. E esse é o ponto, JoJo’s é um mangá dos anos 80, não tem como ignorar isso.

Claro que essas coisas são ridículas hoje, só que ele não foi escrito hoje, ele foi escrito 30 anos atrás. Então não adianta vocês darem xiliques com isso, se vocês se incomodam muito com isso, então recomendo nem comprarem.

Agora vamos falar da edição da Panini.

Antes de mais nada, JoJo’s não é um mangá 2 em 1 como certa editora-chefe tem insistido em dizer por ai (assim como Children of the Sea também não). Ele não tem uma conta exata para afirmar, mas se for pensar de modo mais correto, JoJo’s é um mangá 1,5 em 1.

A verdade é que foi feito uma divisão mais voltada para tópicos da obra, esse primeiro volume vai até o Dio se tornar vampiro, então isso dá 14 capítulos e vai até metade do volume 2 original. O segundo volume vai focar todo o treinamento do Jonathan que dará mais 15 capítulos (começo do volume 4), enquanto no terceiro vai sobrar toda a luta final e um total de 18 capítulos.

Então JoJo’s não tem uma divisão fixa como Zelda ou Éden. Ele não é dois volumes fechados dentro de um único, também não é um volume e meio. E não, ele não segue JoJonium, pois o primeiro JoJonium só vai até o 11 e não até o 14. Então por favor, parem de passar informação errada. E não importa se a editora chefe falou no grupinho do face, a informação que ela tá passando também está errada (o que é ainda pior).

Bom, voltando ao trabalho da Panini temos aquele velho ponto que incomoda: a mentira da página colorida.

Foi feito uma propaganda que JoJo’s teria páginas coloridas, mas na verdade é apenas a página de abertura com uma imagem do Jonathan e deu. “Ah Haag, mas tem então!“, bom, se você acha que essa única página é o suficiente para tanta propaganda, então não posso fazer nada. Eu acho babaquice a editora encher a boca para falar em página colorida e fazer isso.

Para finalizar então esse post longo que deveria ter ido ao ar na quarta passada: JoJo’s Bizarre Adventure da Panini vale a pena?

Olha, é um mangá que tá custando R$ 29,90 e isso não é bolinho. O acabamento e o trabalho na obra estão muito bons, mas ainda assim é um preço relativamente salgado.

Eu disse antes, sou um grande fã de JoJo’s, mas mesmo assim não acho que seja um mangá para todos os públicos ou que vá agradar quem está querendo ler algo novo.

JoJo’s é bem comum, ele foi inovador ou novidade na sua época de lançamento, mas hoje é apenas normal. Eu até diria mais, é bem esquisito, o “Bizarre” do título não é apenas decoração, ele expressa bem toda a arte e narrativa da obra.

Se vocês estiverem com muita duvida sobre comprar ou não, tentem dar uma lida online ou assistam ao anime. Eu recomendo sim ler JoJo’s, mas façam isso com moderação, não cheguem com hype alto ou grandes expectativas, pois podem acabar decepcionados.

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