Post de quinta #15 – Pokémon Let’s Go Pikachu/Eevee!

Olha eu aqui de novo falando sobre Pokémon!

Como é uma franquia que já falamos sobre algumas vezes no Itadakimasu, seja comentando volumes de mangá RGB/Yellow ou falando de Pokémon Go, vou deixar as especificações técnicas pra lá e partir direto para o que importa. Let’s Go!

Que Pokémon é uma franquia de enorme sucesso isso todo mundo sabe, mas será que esse sucesso é por questão de costume ou por que os produtos realmente são bons? Há duas semanas foi lançado o jogo “Pokémon Let’s Go” que tem o intuito de trazer novos fãs para a franquia, buscar alguns fãs antigos e interagir com o jogo de celular Pokémon Go. Hoje a gente fala sobre esse lançamento do Nintendo Switch!

Em maio deste ano, a Nintendo lançou o trailer abaixo, que fez um alvoroço na comunidade Pokémon. Alguns amaram, outros odiaram, e ainda há aqueles que ficaram em dúvidas, eu me encaixo na última.

Sou um fã assíduo da série, comecei assistindo o desenho na TV aberta, depois conheci os jogos, peguei emprestado um Gameboy Color no colégio para jogar Pokémon Red e Pokémon Silver, mas finalmente fui ter meu primeiro portátil com 18 anos, um Gameboy Advance, onde o primeiro jogo que comprei foi Pokémon Leaf Green, seguido de Pokémon Sapphire. Então sou um fã de longa data, joguei todos os jogos e ainda jogo os atuais, por isso meu pensamento em relação ao Let’s Go foi bem no meio termo. Mas a primeira coisa que eu pensei ao ver o trailer foi a mesma de muita gente: “Finalmente! Vou poder jogar Pokémon na TV!”

Depois do prazer inicial veio a dúvida por conta da quantidade de Pokémon no jogo e por ser só localizado em Kanto. É a terceira vez que a história de Kanto é contada, isso sem contar a visita nas fitas de Pokémon Silver e seu remake para DS. Me bateu a dúvida se valeria a pena e decidi me afastar de todas as mídias que estavam noticiando o jogo, justamente pra eu não ficar com expectativa e, também, pra não ficar com aquele gosto amargo na boca. Decidiria a compra no lançamento. No dia do fatídico eu estava com plena certeza de que não compraria, Smash Bros lança mês que vem, queria guardar dinheiro. Porém fui na casa de uma amiga e ela havia comprado a versão digital de Let’s Go Pikachu. Aquele amor pelo jogo voltou, quando cheguei em casa comprei na hora.

Sobre o jogo:

Eu joguei a versão Pikachu, enquanto meu namorado jogou a versão Eevee, então vi algumas diferenças nas versões além dos Pokémon exclusivos.
Pokémon Let’s Go nada mais é que um remake de Pokémon Yellow. São as mesmas histórias, as mesmas localizações e os mesmos personagens, exceto que você não é o Red/Ash e seu rival não é o Blue/Gary (Lembrando que Yellow, além de ser a terceira versão da geração, é baseada no anime, por isso coloquei os nomes com barra) e há algumas diferenças pontuais que servem como surpresa e fanservice.

Além de seletos pokémon entre as diferenças de uma versão à outra, Pikachu e Eevee são os iniciais e não podem evoluir, porém aprendem golpes especiais. Pikachu aprende 3 golpes com diferentes tipos (Água, Voador e Elétrico) que são extremamente fortes. Já o Eevee pode escolher entre 7 golpes, um para cada tipo de evolução que ele possui, todos com poder absurdo também. Em geral os dois Pokémon fazem com que a jogatina seja equilibrada caso você tenha algum tipo de dificuldade.

Outra coisa que ajuda a diminuir a dificuldade é jogar com um amigo. Essa novidade que foi bem falada depois que o trailer saiu, funciona de forma incrível. Mesmo que a câmera acompanhe apenas o jogador principal, assim como só ele pode encostar nos Pokémon para capturá-los, as batalhas em dupla e jogar duas Pokeball ao invés de uma (aumentando a chance de captura) acaba sendo muito divertido. Dei muita risada enquanto eu jogava em dupla e sempre alguém errava uma das Pokeballs, até pegarmos o jeito de jogar, foi bem engraçado!

Capturar os 150 primeiros Pokémon é revitalizante. Não ter aquela quantidade excessiva de Pokémon para serem capturados torna a jogatina mais tranquila. Se com 150 pokémon eu já passei 35 horas para fechar o game, faltando alguns, imaginem com 809 (Contando com Melmetal).

A interatividade com Pokémon Go é limitada mas interessante. Basicamente podemos transferir os Pokémon do Go para o Let’s Go (Recebemos candy do pokemon no Go ao transferir, como se estivéssemos fazendo com o professor Willow), tem alguns minimigames mas precisam de um numero alto do mesmo pokémon a ser transferido, como eu não tenho tantos assim no Go acabei não testando.

Falando em interatividade, as brincadeiras com Pikachu, carinho, alimentação e até receber presentes dele é fofinho demais! Eu sou muito fã do Pikachu então, pra mim, isso é maravilhoso, perdi umas duas horas trocando o penteado, e colocando roupinhas nele!

O que vinha acompanhando a série desde Pokémon XY era a possibilidade de customização do personagem em relação às roupas e acessórios. Em Let’s Go não temos tantas opções e basicamente temos apenas colorações diferentes para a mesma roupa e boné. É um ponto negativo pra mim, que não interfere na jogabilidade, mas era um mimo que eu gostava dentro do jogo.

Um dos pontos mais altos vai para a remasterização da trilha sonora que está incrível, a que eu mais gostei foi a nova versão de Lavander Town, mesmo que algumas pessoas tenham reclamado que está menos creepy, pra mim, isso não é problema.

Outo ponto altíssimo é o fanservice. Acertaram em cheio ao colocar o personagem Blue como “guru” da aventura, aparecendo em pontos específicos, lembrando da sua própria viagem tempos atrás. É quase como se o Blue fosse a gente, encontrando uma criança que está começando seu treinamento agora. É um resgate à infância, tanto do personagem quanto nosso.

E, pra mim, talvez, o maior dos pontos altos: A gente não precisa mais ir até o centro Pokémon, entrar no PC, selecionar os Pokémon que queremos e depois sair por aí. Tudo isso dá pra ser feito a partir da mochila do personagem. Alguns podem achar isso uma facilidade desnecessária, mas eu acho uma ótima sacada.

Todos os Pokémon que possuem Alola Form estão no jogo, são trocados com pessoas que se encontram nos Centros Pokémon. Há diversos Pokémon que podem ser utilizados como montaria, já que não existe a bicicleta nesse jogo.
Os HM foram excluídos (os golpes ainda existem como TM) e ao Pikachu/Eevee foram dados várias habilidades que suprem tudo: Eles surfam, chutam pedras, cortam grama e voam.

A jogabilidade é ligeiramente diferente dos jogos comuns da série. Os Pokémon não aparecem mais aleatoriamente nos matinhos, podemos vê-los a uma certa distancia e decidir se capturaremos ou não. Ponto aqui muito importante: Não temos lutas contra Pokémon selvagens, entramos na tela de captura e jogamos a Pokeball, da mesma forma que em Pokémon Go. Apenas os lendários e o Snorlax possuem luta, onde precisamos derrotar o Pokémon para depois poder jogar a Pokéball, o que faz muito mais sentido do que deixá-lo com pontos de vida baixíssimos apenas. Uma decisão arriscada da Game Freak, que eu torci o nariz no inicio, mas que valeu a pena.

Os controles são bem diferentes, estranhos no inicio, mas logo nos acostumamos. Enquanto na maioria dos jogos nós usamos os dois Joy-Con (controle do Switch) juntos, ou até mesmo um em cada mão, Pokémon exige apenas UM deles. Movimentos, habilidades, abrir a mochila, selecionar itens, tudo com um analógico e 6 botões. Tudo bem, 2 deles são praticamente inúteis, mas são poucos botões. Depois de terminar Pokémon eu até pensei que poderiamos ter mais jogos que utilizassem apenas um dos Joy-Con da mesma forma.

Há um acessório extra (Que eu não tenho pois não comprei a versão milionária do jogo hahaha) que é uma Pokéball, ela funciona como um controle para Let’s Go, deixa você colocar o Pikachu dentro dele e ficar fazendo carinho na vida real e também tem interatividade com o Pokémon Go, girando as pokéstops sem ter que abrir o jogo pra isso.

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“Ahh Jeff mas como é que eu vou upar sem lutar contra os selvagens? Destruíram Pokémon, tiraram toda a graça.”

Então, aí entram as coisas com dupla sensação. Em alguns momentos é legal, em outros acaba deixando o jogo fácil demais. (Não que Pokémon seja um jogo difícil, convenhamos).
Eu também sinto saudade de lutar contra os pokémon selvagens, me parece mais interessante do que simplesmente chegar lá e tocar uma bola por que o jogo diz pra eu fazer assim. Mas eu não quero mais encontros aleatórios, é bom demais você saber o que vai enfrentar e não ficar preocupado em usar repel por toda caverna que ver pela frente, com medo de enfrentar uma horda de zubat a cada passo.

O fato de toda a equipe ganhar experiência por captura já é algo antigo, vem desde 2013 com Pokémon XY (um dos meus jogos favoritos da franquia), não é algo que me incomoda, pois com 35 horas de jogo eu cheguei na liga com os Pokémon dentro do nível que ela também estava: Meus Pokémon estavam nível 52-54 e a Liga tinha os seus dentro do mesmo padrão.

A dificuldade do jogo começa ao finalizar a história:

Temos alguns desafios, que eu não conclui totalmente.
O primeiro deles é óbvio: A captura de todos os Pokémon. Com exceção do Mew, todos os outros Pokémon são capturáveis nas duas versões (alguns apenas em uma ou na outra versão). Aqui já incluo a captura do Mewtwo, na caverna de Cerulean.

Há Rematch nos líderes de ginásio e na Elite dos Quatro, alguns com mais pokémon, porém todos com nível elevado (Todos os líderes com 5 Pokémon na equipe e nível acima de 50, já a Elite tem 6 Pokémon e os níveis acima do 65)

Existe ainda a batalha contra os primeiros três “personagens principais” que seriam Red, Green e Blue. O Blue eu já encontrei, mas gostaria de encontrar os outros, ainda tenho muito o que fazer.

E também há a batalha contra os 150 mestres de cada Pokémon. Uma batalha de 1 contra 1, com treinadores que masterizaram a arte de treinamento de um Pokémon específico. 150 treinadores, um para cada Pokémon, todos em níveis altos e que precisam ser encontrados por toda Kanto.

O competitivo ainda é uma incógnita.

Para alguns pode parecer besteira, mas o que faz os jogos de Pokémon renderem muito tempo de vida é o competitivo. Ainda temos campeonatos de Pokémon Ultra Sun e Ultra Moon rolando, porém não vejo isso acontecendo com Pokémon Let’s Go. Talvez campeonatos mais amigáveis.

Não temos breeding, então ovos de Pokémon não existem, para capturarmos os pokémon “perfeitos” precisamos ficar capturando vários do mesmo até chegar no desejado “IV” perfeito. E por falar nisso, temos aquela famosa evolução dos “EV” onde, nos jogos antigos, batalhávamos com Pokémon selvagens específicos a fim de evoluir determinado Status, o que em XY e Sun/Moon deram uma ajudinha com o “Super Trainer” e em Let’s Go não existe mais. Bem como no Go, nós enviamos os pokémon que não queremos mais na nossa bag ao professor e recebemos “candy” de um determinado Status ao fazê-lo. O ponto positivo é que conseguimos ver tudo que acontece com o Pokémon em relação aos seus IVs e Evs.

Outro ponto é a falta de habilidade dos Pokémon. Nos jogos, a partir da terceira geração, foram colocadas habilidades em todos os Pokémon, o que dá uma variedade em relação a golpes e estratégias. Pokémon sem Habilidade significa que alguns golpes irão acertar pokémon que não acertavam antes (Como qualquer golpe de terra acertar um Gengar pela falta da habilidade Levitate). Encaro isso como um ponto negativo, já que aparentemente isso ignora as possibilidades de um cenário competitivo bem elaborado, por outro lado, para os novatos, isso pode ser uma baita porta de entrada para o competitivo, já treinando os IVs e EVs, batalhando e descobrindo que golpes que afetam Status são tão bons quanto golpes que tiram dano!

E aí, vale a pena?

Pra mim valeu muito a pena reviver os momentos felizes e as frustrações que eu sentia na infância, com essa nostalgia gostosa e que me deixou com os olhos brilhando todos os dias.

Pokémon Let’s Go é um remake bem feito, que trás referencias óbvias e um diferencial na gameplay. Jogar a Pokéball ao tentar capturar um Pokémon é incrível, faz parecer que somos realmente o personagem, essa interação é algo que a Nintendo já vem utilizando desde o Wii, mas que cada vez mais evolui.

Espero que os próximos jogos da franquia sejam tão bons quanto Let’s Go foi, que mexeu com minha nostalgia e, ao mesmo tempo, fez com que eu ficasse maravilhado na frente da TV escutando os sons, analisando os gráficos caricatos (que combinam perfeitamente com o clima do jogo) e me sentindo uma criança novamente.

O jogo já ultrapassa a marca de 3 milhões de cópias vendidas. Alguns dizem que está abaixo da expectativa da Nintendo, outros já dizem que são números muito bons. A única certeza que temos é que Pokémon é um “console seller” além de ter a melhor abertura dos jogos já lançados no Nintendo Switch.

Em questão de performance, o jogo em geral é bem polido, bem feito e super bonito. Porém em alguns locais há uma queda de FPS que não chega a prejudicar a jogabilidade, mas que é aparente. No modo portátil é mais fácil de identificar e essas quedas são um pouco mais comuns, porém no modo TV dificilmente temos essa queda, só me recordo do inicio e de alguns pontos mais próximo do no fim do jogo. Como disse, nada que prejudique a jogabilidade.

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Nota: 4,5 de 5,0

Let’s Go é a realização do sonho de jogar Pokémon na TV. Mas muito mais que a realização de um sonho, é um resgate à infância, parece nunca parar de surpreender.

Espero que a Game Freak nos presenteie com atualizações e DLCs utilizando as próximas gerações. Ainda não temos nenhum comunicado a respeito disso.

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