Maratonando #13 – My Hero Academia vol. 13 até 16

Boa quinta-feira meus queridos amigos e amigas leitores desse blog.

Hoje nós chegamos para comentar uma série que não ganhava um post desde seu volume 3 lá em 6 de março de 2017, ou seja, pouco mais de 2 anos atrás.

Mas Haag, porque tanta demora em falar de MHA?” Simples, a obra não me dava vontade.

Meus posts praticamente se criam sozinhos após eu ler algo, seja positivo ou negativo, pois eu sinto vontade de comentar aquilo que aconteceu.

Esse tipo de coisa não estava acontecendo em MHA, era uma história que eu estava lendo e apenas ficando “ok”, não era algo que fosse ruim a ponto de querer criticar, mas também não era algo que eu estivesse louco para comentar com as pessoas, era apenas uma leitura legal que eu colocava na estante.

Mas então veio esse “apanhado” de volumes e a coisa finalmente deu uma mudada, finalmente andou de uma forma que eu pensei “pô, isso sim eu queria ver”.

Após pensar muito sobre qual era a diferença entre esses 4 volumes e todos os 12 anteriores, eu percebi que o motivo era muito mais simples do que pensei: FINALMENTE TEM UM ARCO!!

Como assim Haag, sempre teve arcos?

Sim, é verdade que sempre teve, porém todos os “arcos” eram coisas pequenas, histórias que se fechavam em 1 ou 2 volumes. Os vilões nunca foram muito presentes na história, nunca senti eles como ameaças reais. Tivemos a luta entre o All Might contra o All for One, mas é uma luta que se resolve em apenas um volume e deu, até então o AfO não era um vilão presente e depois não continuou como uma ameaça a ser batida.

Tivemos a Liga de Vilões, mas também foi com planos curtos que rapidamente eram superados, tivemos o Stein que também não durou muito mais que alguns capítulos. Os vilões nunca tiveram uma participação efetiva na história, nunca vimos um arco de ter que chegar até o vilão final para derrotar ele, nunca vimos um grande inimigo para ser batido. Sempre foram coisas pontuais e curtas.

Em meio a essas batalhas, vinham arcos de luta interna, treinamentos ou campeonatos da escola em que víamos os heróis enfrentando eles mesmos. Isso é divertido? Sim, concordo. Mas ver o Deku tendo que lutar contra o Bakugou não tem o mesmo impacto que ver eles lutando contra um vilão, ver o Todoroki só usar os seus poderes máximos contra seus colegas de classe é realmente frustrante, pois são lutas sem impacto, sem aquela tensão de “vida ou morte”.

Bom, finalmente vimos isso acontecer em MHA nesse “apanhado” de volumes que a JBC lançou em janeiro.

No 13 ainda temos a conclusão do exame para a carteira profissional, porém no final do volume temos uma ótima batalha entre Deku e Bakugou após o segundo descobrir a verdade sobre os poderes do Midoriya. Foi legal pois era questão de tempo já que ambos se conheciam na infância, então não tinha como enrolar ele por mais tempo. É bem interessante que isso começa uma pressão no Midoriya, pois ele começa a realmente perceber a importância que é ter recebido os poderes do All Might, pois até então ele ainda não tinha visto a opinião de outras pessoas sobre o assunto.

Já aproveitando esse gancho, temos a entrada de novos personagens que impactam diretamente nessa discussão sobre o Midoriya e os poderes do All Might. Entre os novos personagens, temos Sir Nighteye que é o ex-parceiro de All Might e também temos Mirio Togata, aluno número 1 da UA e que deveria ter sido o verdadeiro sucessor do One for All. Esses dois personagens impactam diretamente no protagonista. Nighteye deixa bem claro para Deku o que pensa sobre ele ter herdado os poderes, ao mesmo tempo, vemos Togata (que não sabe de nada) como alguém que realmente era digno de receber esses poderes. Então isso faz com que o Midoriya precise provar que é mesmo merecedor do reconhecimento do All Might.

Ao mesmo tempo, temos finalmente um arco grande de vilões, algo que já começa pelo volume 14 e que até onde pesquisei deve chegar até o volume 19 ou 20. Ou seja, entre 6 ou 7 volumes para desenvolver toda a história. Temos aquela questão de impedir o vilão “máximo” do arco tendo que enfrentar os mini-vilões no meio do caminho. Rola aquela “sequência das 12 casas” onde um dos heróis sempre fica para segurar o inimigo enquanto os demais seguem na busca pelo grande adversário.

O grupo principal dos alunos foi dividido, temos apenas o Deku e mais três que não estão entre os principais (talvez a Ochaco). Isso foi muito bom pois conseguimos ver eles terem um pouco mais de destaque, principalmente o Kirishima, nesse volume 16 o personagem conseguiu ter um destaque que ele não conseguia anteriormente por ficar ofuscado pelos principais. Foi bem legal conhecer o passado do personagem, além descobrir suas ambições e motivações para ser herói.

Como eu disse antes, faltava um arco desses, com batalhas mais impactantes em que vemos o risco e tudo que está em jogo de modo mais forte. Batalhas em que os personagens precisam superar os seus limites sem que do nada apareça um professor para salvar o dia, um vilão em que temos medo de ver como o desenrolar vai acontecer pois ele é poderoso demais.

Sinceramente? Esse arco finalmente mostrou todo aquele potencial que se sentia em MHA ao longo dos 12 volumes anteriores. Finalmente mostrou o que estava faltando na obra.

A JBC já anunciou que entre abril e maio vai lançar dos volumes 17 até 20, o que vai fechar esse arco. E eu estou ansioso para ver esse desfecho.

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