Comentando o Volume #182 – Atelier of Witch Hat #01

Boa quinta-feira meus amigos e amigas, estamos aqui outra vez para comentar um lançamento do nosso mercado.

Mas antes de falar do mangá, quero lembrar todos: hoje é o último dia para realizar suas trocas e escolher o título bônus no Bolão de Anúncios.

Então sem mais delongas, vamos para esse título que mal conheço e já considero pacas.


Atelier of Witch Hat é um mangá seinen de Kamome Shirahama. Ele está em publicação no Japão desde 2016 nas páginas da Morning Two e até o momento possui 5 volumes. Ele já foi publicado em vários países, além de estar sendo bem aclamado pela crítica.

No Brasil, a obra chegou agora em julho pela Panini.

A pequena Coco mora com a mãe em um vilarejo e sempre quis se tornar uma bruxa. Mas apenas aqueles que nasceram com o dom da magia podem se tornar um… e o instante em que a magia é lançada não pode ser visto. Por isso, ela tinha desistido de seu sonho. Mas certo dia, Coco vê o bruxo Quifrey lançar uma magia. Esta é a história de desespero e esperança da menina que quer se tornar uma bruxa.”


Bom amigos, vou começar dizendo que tenho meu favorito para o prêmio de Melhor Surpresa de 2019. Que mangá lindo.

Vamos começar pela história.

Ok, eu admito que ela não é das mais inovadoras nem surpreendentes.

Temos um mundo onde magia existe e faz parte do dia a dia das pessoas, seja na fonte de água que se purifica sozinha ou nas carruagens aladas, também vemos que grandes cidades possuem essa magia em seus pisos iluminados e outras funções mais cotidianas. Então não é “especial”, é da rotina das pessoas viverem com aquilo.

O que realmente é incomum para as pessoas são as pessoas que podem fazer isso, os bruxos e bruxas capazes de criarem esses magias. O primeiro capítulo nos traz a ideia de como eles são especiais e raros, de como é importante nascer com o dom de lançar magia, ao mesmo tempo nos mostra que não é só querer, então isso aumenta ainda mais a importância dessas pessoas.

Porém existe um mistério nisso tudo, pois nenhum bruxo é capaz de realizar uma magia na frente das pessoas, eles precisam sempre estar cobertos, protegidos dos olhares dos outros.

E aqui entra a Coco, nossa apaixonante protagonista. Uma garota apaixonada por magia, mas que não nasceu com o dom. Como a sinopse diz, um dia ela vê um bruxo lançar uma magia, ela vê o segredo escondido atrás da cortina.

Não vou entrar nos acontecimentos em si, mas vocês podem imaginar já pela sinopse que ela descobre como ser bruxa mesmo sem o dom de nascença e que infelizmente isso terá consequências bem pesadas.

Sei que a obra é um seinen, já voltada para um público mais adulto, porém ainda assim eu não esperava ver uma consequência tão pesada para as atitudes da Coco já no primeiro capítulo. Ela vai ter que passar todo seu desenvolvimento trabalhando com essa culpa e isso me deixou bem curioso sobre como isso vai moldar quem ela vai se tornar.

O resto do volume já começa a contar uma história mais calma, reduz um pouco o ritmo como é normal em qualquer obra.

Coco vira então uma aprendiz de bruxa tendo o Quifrey como seu mestre, ela começa a conhecer a verdade sobre o mundo mágico e o grande segredo da magia. Ao mesmo tempo, vemos que existe ainda algo a mais, temos uma misteriosa e ameaçadora presença que persegue a garota.

Como eu disse antes, nada inovador, mas para mim extremamente bem feito.

“Tá Haag, mas só isso é suficiente para melhor surpresa do ano?” Concordo que só isso é pouco, ele precisa de mais ainda para realmente justificar minha aposta, porém ele tem um ponto extra tão incomum nas obras que estamos acostumados e que me deixou apaixonado de cara: a arte é perfeita.

Esse mangá é lindo, ele é rico em detalhes, a magia enche os olhos do leitor e os personagens são desenhados de forma “cheia”, cada um tem algo a mais que o diferencia bem, todos são bonitos, são cativantes.

Os cenários são vastos, vão longe e ainda assim com detalhes precisos. Não são quadros padrões ou brancos, uma mesa é cheia de utensílios e cada um tem o mesmo cuidado de arte que tem no produto principal. É um mangá que dá gosto de ver, mais até que ler, o que nos prende são as imagens.

Sendo um pouco “chato” com a Panini, uma ou duas páginas coloridas cairiam bem nessa obra, para nos dar um pouco o tom das cores desse mundo.

Mas, preciso sim ser justo. O trabalho da Panini está um espetáculo.

O mangá está em offwhite e eu gostei muito do papel, está um pouco mais firme que os utilizados em alguns como Boruto e Super. A editora ainda usou sobrecapa e ela está linda, esse é o primeiro Panini que pego com sobrecapa e admito que gostei muito do trabalho, está bem dobrada, bem alinhada com as bordas.

O preço é R$ 24,90 e devo admitir que achei bem pagos, não é barato, mas entrega um acabamento que faz justiça ao preço.

Esse mangá é um acerto e para mim está mostrando porque está sendo tão aclamando por alguns críticos ao redor do mundo.

Tentem dar uma chance, Atelier of Witch Hat é algo interessante, consegue mesclar bem ser padrão com ser diferente. É um dos meus favoritos para melhor de 2019.

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