Top10 #18 – Minha Opiniões Mais Impopulares

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Boa sexta-feira 13 meus queridos amigos e amigas.

Ontem eu estava relendo Hunter x Hunter e criei uma ideia para um Top10, já que fazia um tempo que não rolava post na coluna. Aproveitando que é uma sexta 13, um dia de “azar”, resolvi trazer 10 opiniões minhas (bem pessoais mesmo) que não são “bem aceitas” pelos outros consumidores do mercado de mangás.

Não vou trazer o clássico “Hunter > YuYu” pois acho que essa já virou unanime.

Falando sério agora, minha lista era bem grande, desde coisas como “Vegeta é um personagem mais trabalhado que o Goku” até “Eu gosto do final de Naruto“. Porém peneirem bem aquelas 10 que o pessoal mais me xinga nos fóruns da internet.

ATENÇÃO, PODEM ROLAR ALGUNS SPOILERS AQUI.

Então vamos lá:

10º Lugar: One-Punch Man Não Tem Tanta Graça

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Já comentei essa com vocês várias vezes durante os CoV’s da obra, para mim OPM não tem toda a graça que se fala dele. Não é a melhor coisa da atualidade e nem é nenhum suprasumo da originalidade. One-Punch Man é apenas um mangá engraçado, mas que se repete tanto que acaba se tornando enjoativo.

9º Lugar: Kimi Ni Todoke Continua Sendo Interessante

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Aqui é mais uma daquelas frases que vemos direto “KimiNi está muito enrolado, já poderia ter acabado”. Não vou dizer que não poderia, na verdade até acho que se tivesse terminado quando começou o namoro dos protagonistas, teria sido um bom final. Porém a obra continuou e diferente do que se diz, eu não acho que a qualidade caiu. A diferença é que KimiNi deixou de ser um shoujo meloso e engraçadinho para se tornar algo um pouco mais “sério” e reflexivo. Os personagens cresceram, ninguém vai ser a “guriazinha assustada e excluída” para sempre, eles amadureceram e agora vivem com as escolhas de uma vida adulta, saem as brincadeiras e conspirações do colégio e começa a busca por emprego ou faculdade, as responsabilidades. Não é que KimiNi esteja ruim ou tenha se perdido, ele só não é mais o mangá “bobinho” de quando começou.

8º Lugar: Cavaleiros do Zodíaco Não é Tudo Isso

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Não entendam errado, eu não nego toda a importância de Cavaleiros, me criei vendo ele na Manchete e hoje tenho na minha estante a coleção. Mas vamos ser honestos, Cavaleiros é um porre. A arte é horrível e a história é bem fraquinha, tirando a saga do Santuário, o resto é um mais do mesmo sem graça e entediante. Eu gosto de Cavaleiros, mas ele não está nem perto do meu top20 e meu sentimento com ele é muito mais de nostalgia do que de achar realmente bom.

7º Lugar: Haikyuu! é Melhor Que Slam Dunk

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O problema é que o pessoal considera Slam Dunk um “intocável”, então não se pode ousar dizer que algo seja melhor. Ok, minha experiência com ambos é apenas da animação, mas ainda assim eu acho melhor. Slam Dunk é muito bom, Sakuragi é o melhor protagonista que eu conheço e tem uma evolução monstruosa na obra, mas Haikyuu! me faz vibrar, me faz querer logo o próximo episódio, me faz querer assistir outra vez. Pode até ser que no mangá essa sensação seja menor, mas na animação o de vôlei me conquistou muito mais.

6º Lugar: My Hero Academia Não é Naruto e Nem One Piece

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Nos últimos 10 ou 15 anos devemos ter visto uns mil “Novos Naruto” e “Novos One Piece”, sendo que a bola da vez é My Hero Academia. Não vou dizer que a obra é ruim porque seria uma mentira, mas ele também não é o novo One Piece. Tem ainda o fato que ele começou no final de Naruto, e isso aumentou ainda mais a visão do pessoal de que ele é o sucessor do ninja loiro. Pra mim não, é um grande mangá sim, mas não está nesse mesmo nível. Pode chegar? Quem sabe daqui uns 5 ou 6 anos, mas eu não acredito que vai ir a tanto.

5º Lugar: O Arco da Eleição em Hunter x Hunter é Interessante

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E digo mais, é meu terceiro favorito na obra, perde só pra Chimeras e York Shin. O problema é que ele não é um arco de batalhas, e os leitores de shonen querem pauleira e odeiam essas questões de politica e jogo de sombras. Só que o arco da eleição é um arco de passagem, assim como Sabaody prepara One Piece para o Novo Mundo, a eleição também prepara HxH para o seu novo mundo. Além de apresentar diversos personagens, ele também vai revelando muita coisa do que está por vir: de onde vem o poder de Alluka? de onde vieram as formigas? o que era a tal tropa Seirin? O grande segredo desse arco são os detalhes, as questões pequenas que já vão preparando o terreno do Continente Negro. Sem contar que o jogo de eleição é bem bacana também.

4º Lugar: Akira Toriyama Não é Deus

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Vejo muita, mas muita gente falando do Akira Toriyama como se ele fosse o melhor autor de mangás de todos os tempos, mas não, não é. “Ah, mas ele criou Dragon Ball“, sim, e o Kurumada criou Cavaleiros mas nem por isso é um bom autor. DB é bom, eu amo, mas é cheio de falhas, e as outras obras do autor não são grandes clássicos, temos Dr. Slump que é bem mais ou menos e outros volumes únicos divertidos, mas nada “genial” como já vimos diversos autores fazerem várias vezes. Não to dizendo que ele não seja bom, afinal, criar o maior sucesso de todos os tempos não é pouca coisa, mas também não é o deus dos mangás.

3º Lugar: O Luffy Vai Morrer

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Cada vez que eu falo isso em algum debate de One Piece parece que xinguei a mãe de alguém. Mas não adianta, eu não consigo ver um “felizes para sempre” em One Piece, não consigo ver o Luffy casado com a Nami ou algo do tipo. O final do mangá para mim é apenas um: ele vai descobrir que está com uma doença terminal, vai se entregar, ser executado com o título de “o Rei dos Piratas” e incentivar uma nova Era dos Piratas, exatamente igual ao Gol D. Roger. Eu não consigo ver o mangá terminar de outra forma que não seja essa, com a última página terminando com um discurso do Luffy e seu sorriso na hora da execução. Mas para alguns leitores da obra, dizer isso é o mesmo que dizer que todo o mangá não presta, é quase uma ofensa pessoal.

2º Lugar: Orelhas São Inúteis

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E orelhas? Por esse preço tem que ter” Sinceramente pessoal, de que servem as orelhas? Tirando OPM que tem aquelas “3D” e fica legal, no geral as orelhas não servem de nada. Maioria delas é apenas para completar a arte da capa, eu sei que fica bonito, mas é realmente tão necessário assim? Se fosse uma sobrecapa com uma arte diferente eu até entenderia, mas só orelhas? Sinceramente, alguém sente a falta delas em Berserk por exemplo?

1º Lugar: Bleach Não é Um Lixo

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Nos últimos tempos não é raro ver alguém dizer que Bleach é um lixo, que Bleach é uma merda e mimimi. Não vou ser hipócrita, óbvio que o final de Bleach foi horrível, mas também não torna todo o mangá um lixo, ou Naruto e Dragon Ball também seriam, pois seus últimos arcos foram sofríveis. Eu gosto muito de Bleach, se não tivesse ele na minha estante, com certeza iria querer um relançamento. O arco da Soul Society é muito bom, e eu gosto demais da fase da Falsa Karakura e da batalha final contra o Aizen. Se Bleach tivesse parado no 48 ele seria um dos meus Top 15 fácil. A reta final do mangá realmente é ruim, mas não dá para simplesmente dizer que todo o mangá é um lixo por causa disso, porque ai vamos ter que colocar outras obras com um péssimo final na lista, coisas como 20th Century Boys por exemplo.


Bom, essas são 10 opiniões minhas que são bem impopulares, que vão contra o que muita gente prega nos grupos de Facebook por ai.

Como eu disse, são opiniões bem pessoais, não verdades absolutas. Por isso vocês podem discordar e me xingar a vontade, digam por que eu estou errado ou falem quais são as suas opiniões mais impopulares no meio dos mangás/livros.

E também me digam outros temas para os próximos Top 10, a criatividade está acabando. Se continuar assim, vou começar a refazer os antigos. 😛

Por hoje era isso.

Até a próxima.

Comentando o Volume #93 – My Hero Academia vol. 01

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Terça-feira de muita chuva e o monstro saiu da jaula.

No final da última sexta recebi no Twitter o aviso da Nerdz que o mangá já estava disponível, felizmente sábado eu ia na loja e já aproveitei para pegar meu exemplar.

Boku No Hero Academia, obra de Kohei Horikoshi, estreou na Jump em 2014 ocupando a vaga deixada por Naruto. Nesses dois anos, já tivemos 9 volumes lançados e uma animação com 13 episódios. A obra ainda segue em publicação no Japão, ganhando cada vez mais destaque entre o público.

No Brasil, a obra foi anunciada em abril pela JBC e chega nas bancas ainda esse mês. A editora utilizou o título internacional My Hero Academia e uma logo própria que causou grande discussão entre os leitores.

Em um mundo onde quase toda a população possui algum poder sobre-humano, Izuku Midoriya é um dos poucos casos de pessoas comuns. Mas esse não é o maior de seus problemas. Exatamente por ser desprovido de qualquer poder, Izuku sofre constantemente nas mãos de seus colegas de classe. Nesse mundo fictício, desde o primeiro caso constatado de um recém-nascido com algum tipo de poder, o índice de criminalidade cresceu proporcional ao surgimento de heróis com as mais variadas capacidades. E, como não poderia deixar de ser, o sonho de Izuku é se tornar um super-herói. Isso parecia impossível até o dia que ele ajuda o poderoso All Might na captura de um vilão gosmento. Ao demonstrar grande coragem e um forte senso de justiça, com a ajuda do famoso herói de cabelos louros, o garoto, enfim, terá a chance de se tornar quem sempre sonhou!

A obra é o clássico padrão do herói fraco, mas ao mesmo tempo determinado e justo que nos faz torcer por ele. A história também não apresenta nada inovador, crianças com super-poderes, potencial para boas batalhas e boas doses de divertimento.

Não vou entrar muito na história em si nesse CoV, pois este foi um volume muito mais de apresentação do universo, dos personagem e seus poderes. Em compensação, é um volume em que podemos comentar alguns pontos interessantes do trabalho da JBC.20161017_221451

Como vocês já devem saber, MHA tem muita influencia nos quadrinhos de heróis americanos e, não sei se a original é assim, essa edição me fez sentir de certo modo como se estivesse lendo uma delas. Pequenos detalhes que não são tão comuns aos mangás e sim aos HQ’s, muitas onomatopeias ao estilo americano, balões diferentes e com várias formas, palavras em negrito para dar destaque, principalmente em nomes e poderes. Detalhes realmente pequenos, mas que quem está acostumado a ler obras da Marvel/DC já está meio familiarizado.

A arte do mangá é bem interessante, eu gostei muito dela pois oscila bastante entre o comum e o bem trabalhado. Gostei muito da questão do All Might ter um trabalho todo diferente, pois isso dá ainda mais destaque para ele e mostra que é “O” personagem. As cenas de luta são empolgantes, a parte durante o exame em que o Deku dá o soco é incrível e realmente dá aquela vontade de ver mais.

Outro ponto para comentar é a escolha da JBC nas traduções. No geral eu gostei, a opção por manter algumas palavras em inglês e colocar notas é boa, principalmente nas falas do All Might, pois a tradução iria descaracterizar o personagem.

Alguns amigos queriam a tradução dos poderes e nomes, mas sei lá, o Batman e o Flash não foram traduzidos, ao mesmo tempo temos Capitão América e Homem de Ferro. Olhando por esse ponto, não acho isso influencie em algo, pois em todos os casos é possível entender o que se está contando, e bom, em Boku no Hero deu para entender nesse volume 1.

Nesse primeiro volume a JBC disponibilizou um brinde para lojas especializadas. É um poster/sobrecapa com uma imagem dos personagens. Para quem assinou, o brinde é um marca páginas de PVC e a sobrecapa japonesa.

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O acabamento do mangá é bom, é um brite bom, lembra muito o de Magi e Nanatsu. Não teve aqueles problemas de manchas das páginas anteriores que se tem visto recentemente nos mangás brite. O miolo está bom, não faz “crec” e as páginas são boas de folhear. E, na minha opinião, ao ver pessoalmente o logo não me pareceu mais tão bizarro, mas gostei muito mais de como ele ficou na sobrecapa, com uma caixa ao fundo dando um destaque.

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Bom, esse foi o primeiro volume de My Hero Academia, no geral gostei muito, fiquei impressionado como eu não conhecia nada da obra. Eu já tinha lido ele online e assistido 5 episódios do anime, e para mim isso era muita coisa, porém lendo esse volume eu me surpreendi ao ver que tudo que conhecia aconteceu apenas nesse primeiro volume. Então do segundo em diante será novidade para mim.

Não vou dizer que é a melhor coisa que já li, porém vou admitir que me deixou com muita curiosidade de como vai se desenvolver de agora em diante.

Para quem busca um mangá para se entreter, acho que MHA surge como uma excelente opção realmente. O título custa R$ 14,90, é bimestral e o primeiro volume chega nas bancas agora dia 20/10.