Novidades do Mercado #70

Passou o final de semana da CCXP e pouca coisa mudou. A JBC não fez nenhum anuncio, e ao que parece, o selo Ink Comics vai ser encerrado. Porém não achei grandes informações sobre isso, e resolvi esperar a posição definitiva da editora, o que deve acontecer sexta no Henshin Online 100 (e acho que algum anuncio também).

Por isso, hoje vamos falar apenas da Panini.

planetmanga

Editora Panini

As primeiras noticias vem do aguardado Lobo Solitário. Como já se esperava, a obra terá o formato “luxo” da editora, em formato 13×20, papel offset e orelhas. O mangá custará R$ 18,90, média de 300 páginas, e será bimestral. Um diferencial dessa edição é que o mangá terá páginas inéditas no Brasil, já que as anteriores seguiam os moldes americanos que foram alteradas, enquanto essa seguirá os originais japoneses.

Outro ponto interessante será nas capas, elas vão seguir as capas americanas (com direito a Frank Miller), tendo as japonesas na contra-capa. Lembrando que a obra possuí ao todo 28 volumes e o primeiro está previsto para dezembro.

Para finalizar, a editora fez 7 anúncios de títulos para 2017. São obras bem diferentes, indo desde volumes únicos até séries longas, e passando do shonen até o terror, e coisas bem desconhecidas.

São 3 volumes únicos:

O primeiro é Alive, obra de Tsutomu Takahashi e que foi publicada na Young Jump em 1999. Obra próxima ao terror que conta a história de Yashiro, um cara que matou cinco pessoas e agora está no corredor da morte.
hikari
Seguimos depois para Katsura Akira, que como o próprio nome diz, é um volume único com duas histórias criadas pela união entre Akira Toriyama e Masakazu Katsura. Honestamente, não esperava ver essa obra ser publicada no Brasil tão cedo, mas se pensar no peso dos autores, até que não é surpresa.

O último volume único é algo obrigatório para todos, Hikari no Machi, obra de Inio Asano (que se tornou um dos meus 3 autores favoritos). Será a terceira obra do autor publicada no Brasil e novamente por uma editora diferente, após Solanin sair pela L&PM e Nijigahara Holograph pela JBC.

As outras 4 possuem mais de um volume, duas delas muito pedidas pelos leitores:inu

Começamos com Opus, obra de Satoshi Kon e que foi publicada nas páginas da Comic Guy’s. A série conta a história de um mangaká que acaba sendo puxado para dentro de sua obra e precisa confrontar seus personagens. Ela foi finalizada em dois volumes.

Uma adaptação inesperada é o próximo título: Sherlock. Diferente do que se espera ao ver o título, a obra não é uma adaptação das obras de Sherlock Holmes, e sim da série da BBC que narra as aventuras do detetive no mundo atual (série com Benedict Cumberbatch no papel do detetive). A obra conta com 3 volumes encadernados e ainda está em publicação no Japão.
Pluto
A próxima obra também está em publicação no Japão e era muito aguardada aqui: Inuyashiki, de Hiroya Oku (autor de Gantz). Publicada desde 2014 na Evening, a obra conta atualmente com 7 volumes e conta a história de um velho e um jovem que tem seus corpos transformados em robôs após serem “atropelados” por uma nave extraterrestre. A obra estava nas apostas do blog de obras que poderiam ser anunciadas no Brasil em breve, comentei até que seria um sucessor para 21stCB.

Finalizando a longa lista, chegamos em Naoki Urasawa e finalmente o anuncio de Pluto. A obra finalizada em 8 volumes foi publicada entre 2003 e 2009 na Big Comic e é baseada em Astro Boy, obra renomada de Osamu Tezuka. A série era muito pedida, principalmente após o final de 20thCB.

Top 10 #04 – Melhores Artes

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Sexta, véspera de feriado e mais um Top 10 chegando.

O tema do top 10 de hoje é um pouco relativo: as melhores artes da minha coleção.

Eu já comentei com vocês algumas vezes que uma boa arte (ao menos pra mim) vai além de apenas um bom desenho ou traço, ou cenas super elaboradas. Tudo isso ajuda, mas mais importante que isso é que o desenho se encaixe na história de modo que ilustre o que se está passando, e eu sinceramente acho que essas 10 obras que escolhi conseguem isso.

Metade desses autores tem duas obras na minha coleção (Togashi, Obata, Miura, Masasumi e Katsura) e quase todos já tiveram mais de uma publicação no Brasil (acho que só o de T4M não, mas é a primeira série dele). O que por si só já prova o talento de todos eles.

Porém neste post eu vou focar apenas em uma obra específica do autor.

Agora aquele pequeno avisinho do patrocinador: ESTE POST PODE TER SPOILER!!!

(cliquem nas imagens para ver elas em tamanho real)

10º Makoto Yukimura – Planetes

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Confesso que até acho a arte de Planetes linda, porém acho que ela oscila demais na história, tanto que só no primeiro volume até o desenho dos personagens muda completamente. Porém tem cenas lindíssimas que transmitem a emoção do mangá, destaque para as páginas coloridas, como essa em que podemos sentir a tristeza de Fee (acho essa cena tão foda que até postei ela no meu Instagram um tempo atrás).

9º Yoshihiro Togashi – Hunter x Hunter

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Eu sou fã pacaraio do Togashi, acho que o que ele consegue fazer com suas obras é genial, principalmente em HxH. Muita gente diz que o traço dele é horrível e feio, mas ai entra aquele ponto que eu disse, o traço “feio” dele é exato para HxH que não é uma história bonita. O maior exemplo é essa cena, onde temos a fúria e o desespero do Gon retratados de forma tão visível que nós somos capazes de imediatamente pensar: “isso não pode dar certo”. Mais pra frente vemos novamente o “traço ruim” do Togashi fazendo efeito, quando ele mostra o que acontece ao corpo de Gon no hospital. São coisas que uma “linda arte” cheia de detalhes não teria o mesmo impacto. (e como sempre digo, Hunter > Yu Yu).

8º Nobuhiro Watsuki – Rurouni Kenshin

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Kenshin tem a seu favor toda a ambientação da Era Meiji, o que por si só já ajuda muito a ter uma ambientação impactante. Porém o traço de Watsuki é bonito também, se formos pensar bem, o Kenshin é um personagem bonito e bem trabalhado, assim como vários outros personagens da série. E novamente vemos aquela questão do “transmitir os sentimentos”. Quem não chorou na morte da Kaoru ou sentiu o desespero do Kenshin nessa cena?

7º Takeshi Obata – Death Note

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Provavelmente o grande nome atualmente quando se fala em ilustrador no Japão. Gosto de quase todas as obras dele (embora só tenha duas), mas acho que foi em Death Note que tivemos o grande momento da arte de Obata. Mesmo sem monstros e grandes lutas com poderes, vemos em Death Note uma obra praticamente perfeita no quesito arte. Como não lembrar da partida de tênis entre Light e L? E talvez essa de cima que é a minha favorita no mangá, a primeira vez que os dois se encontram. Sétimo lugar para Obata.

6º Ken-Ichi Tachibana – Terra Formars

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Esse aqui eu só fui conhecer agora e já me apaixonei pelo mangá. E arte então? Vamos começar pelas capas, uma mais linda que a outra, naquele formato monocromático. E na história? Cenas impactantes (como essa já no final do primeiro capítulo da série), personagens carismáticos e uma riqueza de detalhes bem impressionante. Pra mim, um dos melhores mangás lançados em 2015.

5º Naoki Urasawa – 20th Century Boys

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Já comentei diversas vezes como 20th é incrível né? É uma série que todos deveriam comprar, na verdade, é uma série que deveria estar sendo lançada no formato de Berserk no mínimo. E não apenas pela trama, mas também pela arte inconfundível de Urasawa. Personagens carismáticos como Otcho, Kanna e Kenji, cenários de encher os olhos e cenas emblemáticas como o velório do Amigo e essa, uma da minhas favoritas, quando o Amigo se torna “deus”.

4º Kouta Hirano – Hellsing

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Se em 20th eu comentei que a obra merecia um acabamento mais digno, posso dizer que Hellsing está ganhando o seu. O trabalho nessa nova edição de Hellsing está lindo e destaca de forma espetacular o traço de Hirano no mangá. Ele tem belíssimas cenas, principalmente nas que Integra aparece, porém o que mais me prende nesse mangá são as cenas de lutas que beiram o psicodelismo, Alucard x Anderson são daquelas de explodir a cabeça. Outro ponto da arte que me chama atenção nesse mangá é a violência das cenas, algo que talvez só perca para Berserk. Sem dúvidas essa é uma arte no mínimo “diferente”.

3º Masasumi Kakizaki – Green Blood

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Provavelmente o autor com o nome mais tenso de todos, quero ver alguém ai falar o nome dele rápido cinco vezes. Mas o que ele tem de nome estranho, também tem de talento. Green Blood foi sua segunda obra no Brasil (a outra é Hideout!) e mostra bem o ótimo traço dele. Esse terceiro lugar é muito pela beleza no desenho, personagens impactantes e cenas fortes, tudo isso perfeitamente alinhada com uma história de tirar o folego.

2º Masakazu Katsura – Zetman

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O melhor mangá do ano sobrando, já falei isso diversas vezes. A arte do Katsura é muito boa, embora um pouco inferior a do Kakizaki na riqueza de detalhes, Zetman fica com a segunda posição pelo impacto nos sentimentos. Essa é uma daquelas obras que vão no limite do sentimental do leitor, tudo acontece de forma tão pesada e impactante que é impossível não esboçar nenhuma emoção durante essa leitura, como nessa cena, ainda no volume 1, quando Jin finalmente entende o conceito da palavra morte.

1º Kentaro Miura – Berserk

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Quando o tema da lista é arte, só um mangá pode ficar em primeiro, é meio óbvio. Sério, o traço do Miura é algo indescritível, não da para tentar comparar com ninguém. A riqueza de detalhes que ele coloca em suas obras é quase ao ponto extremo do perfeccionismo, somando isso a uma história pesada, personagens fodas e cenas tão impactantes e tensas, que alguém fraco do estômago não aguentaria. O tipo de arte que você pode até não gostar, mas tem que respeitar de tão perfeita.

E ai, qual o seu Top 10 de melhores artes?

Talvez não vá rolar post na segunda, vou tentar ao máximo colocar deixar uma review programada, mas nunca se sabe né. 😛 (PS: Vai ter post sim!)