Comentando o Volume #101 – Slam Dunk vol. 1

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Quinta-feira chegou e com ela nosso 101º CoV, hoje trazendo um aguardado relançamento e que atrasou dois meses até finalmente chegar nas bancas.

Slam Dunk, obra de Takehiko Inoue (mesmo autor de Vagabond), foi publicada no Japão entre 1990 e 1996 nas páginas da Jump, finalizando com um total de 276 capítulos compilados em 31 volumes. Além de receber uma adaptação em anime de 101 episódios.

No Brasil, a obra já foi publicada pela Conrad em 2005 com todos os volumes publicados. Após muitos pedidos, a obra foi finalmente anunciada em abril de 2016 pela Panini, mas após muitas mudanças de formato e preço, só foi lançado no checklist outubro (mas só chegou nas bancas em dezembro).

Anunciado inicialmente para uma publicação básica em brite e por R$ 13,90, a editora recebeu um alto número de reclamações dos leitores em suas redes sociais. Após isso, ela optou por um novo formato, cogitando até mesmo uma tentativa de kanzenban. Por fim, a escolha foi por uma “mistura” entre o kanzenban e o “formato luxo” da editora em offset, orelhas e páginas coloridas e que reduziu de 31 para 24 volumes.

A obra conta a história de Sakuragi, um delinquente que vive sofrendo desilusões amorosas. Após conhecer Haruko, a única guria que conversa com ele normalmente, Sakuragi entra para a equipe de basquete da escola para tentar conquista-la. Lá ele encontra outros grandes jogadores como seu rival Rukawa e o capitão Akagi, e juntos eles participam do grande time da escola Shohoku.

Para muitos, Slam Dunk é a maior obra de esporte (eu prefiro Haikyuu!!) e isso se justifica por suas grandes partidas e uma narrativa muito divertida.

Antes de mais nada, ELE NÃO TEM NENHUMA SEMELHANÇA COM KUROKO. Parem com essas comparações, as obras são completamente diferentes. Eu sempre digo que se querem fazer uma comparação entre obras, a escala seria “Slam Dunk = Haikyuu” e “Kuroko = Prince of Tennis”, essa é a relação correta, pois enquanto as duas primeiras são “shonnes de esporte“, os outros dois são “shonnes com esporte” (outro dia com calma explico isso melhor).

Slam Dunk é uma obra realista, não tem superpoderes e técnicas secretas. Ele tem o seu “atleta gênio”, mas não é nada além de um grande jogador com um potencial para ser profissional. Tem o cara bom de cestas de três pontos, mas não é um cara que vai arremessar da arquibancada e acertas todas. É bem simples, são pessoas jogando basquete e nada mais que isso.

Os personagens são ótimos, Sakuragi é (pra mim ao menos) um dos melhores protagonistas que eu conheço. Ele nos conquista de primeira, todo aquele clima meio delinquente, mas que na verdade é um bobalhão que só quer uma namorada para levar para casa depois da aula. As atitudes completamente espontâneas dele são brilhantes e rendem grandes risada, como arrombar a escola para limpar as bolas de basquete.

A narrativa do Inoue é muito boa, ela nos prende e diverte muito, impossível não se divertir lendo o primeiro volume. Não vibrar com a partida “Sakuragi x Akagi” ou rir quando o Sakuragi apronta alguma coisa. São piadas bem clichês, mas que funcionam de forma exata na história, não fica aquela sensação de “ah, outra vez isso”.

Mas vocês já conhecem Slam Dunk, seja pelo mangá ou pelo anime, então falar da obra em si é meio que chover no molhado. Eu acho que o que mais interessa, ao menos nesse primeiro volume, é saber o quão bom é o trabalho da Panini nesse “quase kanzenban”.

Honestamente, gostei e me decepcionei na mesma medida.

Gostei muito da tradução, as piadas estão boas e as palavras foram bem escolhidas, principalmente nas falas do Sakuragi, pois ele está sempre “pensando” as coisas que vai falar, como quando está puto e chutando tudo pra cima, mas ai já muda porque a Haruko apareceu e ele quer impressionar. A gente consegue sentir bem na tradução essas mudanças do Sakuragi.

A qualidade física eu vou ser meio rigoroso e dar uma nota “3/5”, pois pra mim poderia ter sido melhor.

Não vou dizer que está ruim, mas a editora fez muito alarde sobre o “super formato” e que tinha ouvido os fãs. O papel é muito bom e as páginas coloridas estão bem feitas, mas não é nada diferente do que a editora já não tinha feito com Ajin ou OPM, então não acho que justificou tanto alarde e propaganda.

Também tem os pontos negativos, a obra atrasou dois meses até aparecer aqui, a editora disse que precisou arrumar alguns erros e tal, mas mesmo assim o meu veio com as primeiras e últimas páginas ameaçando descolarem (algo que rolou em meu Ajin 3 também), sem contar aquela velha questão de orelhas e páginas desreguladas. A lombada não é das mais bonitas, acho que o título ficou muito grande.

São coisas relativamente pequenas, mas que como eu disse antes, foram meses e meses de uma negociação para fazer algo “incrível” e “diferente” de tudo já feito. Mas no fim a única coisa que encontramos foi o mesmo de outras publicações. Está muito longe de ser ruim, ainda é muito bom, porém não é para todo o alarde e promessas feitas.

É um grande título e compensa seu preço, acredito que a editora vá corrigir os erros nos próximos volumes e por isso recomendo a compra.

Novidades da Semana #62

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Editora JBC

Essa semana tivemos o anúncio misterioso da editora: o relançamento de Saint Seiya em versão kanzenban. Esse formato possuí ao todo 22 volumes (seis a menos que o tanko) e páginas coloridas.

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Embora a editora fale em “edição definitiva”, o kanzenban não é exatamente uma edição definitiva. Mas como no Brasil tudo é muito “óóó”, então obviamente a editora iria falar isso. Outro ponto importante de lembrar é que no vídeo foi falado que esse é o primeiro kanzenban no Brasil, mais uma vez errado, pois a Conrad já trouxe Dragon Ball no passado.

Falando do anúncio em si, muitas pessoas criticaram o anúncio, mas eu achei um baita anúncio realmente, mesmo que eu não vá comprar. Com todo o peso que a obra ainda tem no Brasil (mesmo quase 30 anos após sua exibição), é impossível não ver o impacto que o kanzenban vai ter.

Ah Haag seu hipócrita, da tua querida JBC você não critica né?

Como vocês devem lembrar, fiz um post quinta passada falando sobre se o formato kanzenban é realmente necessário no Brasil, falando principalmente sobre o provável Slam Dunk da Panini.

Mas quem realmente leu e entendeu meu post dever ter entendido quando eu falei que tem obras e obras. Uma coisa é publicar numa edição kanzenban obras “clássicas” e de peso no nosso mercado, como Naruto, Dragon Ball e até mesmo Cavaleiros do Zodíaco, outras é pegar com certo peso, mas no geral desconhecidas do grande público, como Slam Dunk ou Shaman King. Pois esse é um formato muito mais para os fãs mesmo, aqueles que realmente estão dispostos em pagar caro por um grande edição, e não apenas para os que querem uma coleção.

Mas ok, podem continuar me achando hipócrita.

Comentando o Volume #74 – Fullmetal Alchemist vol. 1

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Quarta-feira chegou, ontem não tivemos post pois era feriado na minha cidade e como vocês sabem eu não tenho internet em casa. Mas o feriado foi bom, pois segunda passada chegou aquele tão aguardado mangá que todos queriam ver, eu pude então ler e reler com calma para preparar esse primeiro CoV dos 26 que a obra vai ganhar (o último é Review).

Fullmetal Alchemist, a obra máxima de Hiromu Arakawa (e para muitos de todos os tempos) foi publicada entre 2001 e 2010 nas páginas da Shonen Gangan, com um total de 109 capítulos compilados em 27 volumes encadernados.

No mundo, ficou famoso graças aos dois animes que recebeu: Fullmetal Alchemist entre 2003 e 2004 com 51 episódios; e Fullmetal Alchemist Brotherhood entre 2009 e 2010 com 64 episódios. Esse segundo sendo mais fiel ao mangá.

No Brasil a obra chegou pela primeira vez em 2007 no extinto formato meio-tanko, o que lhe rendeu 54 volumes. Após anos e anos de muito pedido, ele voltou finalmente no já famoso “formato de relançamento” da JBC agora em julho.

Caso alguém não saiba ainda, a obra conta a história dos irmãos Elric, dois jovens alquimistas que buscam a lendária Pedra Filosofal para recuperarem seus corpos após terem cometido o maior pecado da humanidade. E eu não vou me aprofundar muito na sinopse porque todos aqui já conhecem, vamos logo ao que vocês querem saber.

Como esse é o primeiro CoV e eu já decidi que FMA vai ganhar de todos os volumes, hoje eu não vou entrar muito na história, vou deixar isso para o próximo que é um volume mais pesado e que realmente começa a mostrar o tom da obra.

Hoje vamos nos focar bem mais o trabalho da JBC, para ajudar quem ainda está na duvida se deve ou não investir nessa coleção.

Vamos começar pelo maior mimimi de todos: aqualidade do material está bem próxima ao de Yu Yu Hakusho, e a pessoa tem que ser muito teimosa para insistir que não. “Ah Haag, tem transparência, eu vi a imagem no Facebook“, sim como em qualquer obra, principalmente em cenas com fundo branco.

Tá Haag, a transparência está normal, e vale o preço?“, bom, eu sempre digo para vocês que o preço tem que ser visto por vários aspectos e não apenas ele próprio. Sei que isso é difícil e que a lógica é que nos importemos apenas com “o que estamos gastando”.

Vamos analisar que Fullmetal custa R$ 16,90. Yu Yu Hakusho finalizou custando R$ 15,90 sem capa fosca e Parasyte custou R$ 16,90 com os mesmos requisitos, logo, o mangá está dentro do padrão dos títulos da editora, simples não é?

Ah Haag, mas OPM…“, sério mesmo pessoal? Ainda essa comparação?

A capa está algo de outro mundo, possivelmente uma das mais lindas da minha coleção, o trabalho da JBC nela ficou incrível. Ficou mais bonita do que eu esperava, e com a confirmação da capa do 2, as faixas coloridas vão seguir as cores originais, o que vai tornar interessante. Outro ponto para destacar é obviamente a cor especial tão destacada pela editora, sério, eu não achei que faria tanta diferença, mas honestamente está linda demais. A tonalidade prateada no fundo preto ficou surpreendente, e também vai se seguir nas lombadas da coleção.

Como já comentei com vocês, eu fiz a assinatura da coleção inteira, e não me decepcionei. Quinta-feira, 28/7, recebi por e-mail o código de rastreio do título e já na Segunda, 1/8, recebi o mangá pelos Correios. Normalmente os títulos da JBC já vem embalados em saquinhos diferentemente das bancas, mas no caso de FMA que veio com a sobrecapa, o mangá ainda foi embalado em plástico bolha e mais protegido.

Não sei se todos os volumes vão vir com o código de rastreio ou se foui apenas esse por causa da sobrecapa, mas foi bom poder acompanhar o tempo de entrega dele.

A editora liberou dois formatos de assinatura:
– do 1 ao 27 com 20% de desconto por R$ 365,00 e possibilidade de parcelamento em 6x;
– do 1 ao 14 com 10% de desconto por R$ 212,90 e parcelamento em 3x.

Eu sei que é salgado e pesa bastante no orçamento, porém o fato de não precisar ficar correndo na banca ou me preocupar com fretes em lojas online compensa um pouco, além do que, após 6 meses é só esperar seu mangá chegar e não se importar mais com gastos referentes a ele, pois tudo está quitado.

Como disse, sei que é caro, mas algumas obras merecem esse “gasto extra”, Akira é uma que estou preparando o cartão para o plano de assinatura desde o anúncio. Façam suas contas, apertem um pouquinho, mas tentem ao máximo fazer o plano de assinatura de FMA, pois essa é uma série que merece.

Mesmo sendo comprado nas bancas, Fullmetal Alchemist é uma obra obrigatória em todas as coleções, embora eu não precise falar isso para vocês. Comprem, porque se não pegarem vão acabar se arrependendo no futuro.

E que venha logo o volume 2 e a tristeza infinita.

Novidades do Mercado #45

Noticias apenas da JBC, e choros everywhere.

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Editora JBC

A editora liberou no seu último Henshin Online informações sobre alguns títulos. Falaram apenas por cima, mas disseram que já estão trabalhando em Fullmetal Alchemist, Saintia Shô, Boku no Hero, Dragon’s Dogma e Nijigahara Holograph, dando a entender que esses devem ser os próximos lançamentos da editora (chute do Haag: Boku vem pros eventos de Julhos pra jogar na cara da concorrência).

Agora vamos aos choros.
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Eles avisaram que o próximo título que chegará nas bancas será AnoHana. Não foi divulgado nem o nome nacional e nem a capa, mas eu desconfio que será “AnoHana” com um subtítulo em português. O mangá será no formato 13×20, o que eu admito não ter curtido, acho que ele ficaria melhor no tamanho 12×18. A obra será em Brite 52g e preço de R$ 14,90.

E ai vem o primeiro choro: “Mimimi, quando vem a qualidade decente?“, “Mimimi, Brite por R$ 14,90? A Panini vende por R$ 12,90, JBC ladra!” e por ai vai.

Vamos pelo começo? The Seven Deadly Sins e Magi custam atualmente R$ 13,90 certo? Pra mim, só isso já justifica os 14,90, pois sabemos que não deve ter sido uma licença barata. Outro ponto é que a editora não liberou mais nenhuma informação, não disse se terá capa fosca ou página colorida. Por fim, todos os volumes tem mais de 200 páginas, se analisarem bem, é o preço de Zetsuen no Tempest mais de um ano depois. Ok, concordo que AnoHana merecia qualidade melhor, porém dizer que é caro já é muito exagero.

Para fechar, a editora anunciou o vencedor da pesquisa de relançamento: Inu Yasha. A obra será o próximo relançamento da editora em 2016 (que já teremos FMA).

E ai vem o segundo choro: “Mimimi, mangá ruim, vocês manipularam o resultado“, “Mimimi, só retardado preferiu isso ao invés de Shaman“, e o meu favorito “Mimimi, quem vai comprar 56 volumes de um mangá“.INUYASHA_A1_1303411951B

Porque o último é meu favorito? É que ele foi dito por um cara que eu conheço e que compra Naruto Gold (72 volumes) One Piece (atualmente com 61) e Berserk (37 bimestral). Não estou dizendo que Inu Yasha seja melhor que esses, calma, estou apenas dizendo que é no mínimo hipócrita falar que um mangá não vai vender bem só por ter 56 volumes quando você compra um de 72 (em sua terceira edição) ou um de 37 bimestral (que dá 74 meses se eu não errei a conta). Então gente, esse argumento não funciona, escolham outro.

Li algumas propostas interessantes, como uma publicação Big mas em papel Brite. Acho bacana e penso que a JBC deveria considerar bem essa opção, embora para mim a melhor opção ainda é o formato normal dos relançamentos de modo mensal.

E sobre quem acha que a editora realmente manipulou os resultados…