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Review #42 – Sword Art Online – Fairy Dance

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Buenas pessoal, hora de continuar nossa “maratona” Sword Art Online, e hoje vamos ter uma review comparando o fiasco que foi a adaptação da primeira fase com a boa adaptação da segunda. Já aviso que pode ter alguns spoilers da primeira fase.

Sword Art Online: Fairy Dance conta (como eu disse antes) a segunda fase da história, correspondendo aos volumes 3 e 4 da novel, e aos episódios 15 ao 25 da primeira temporada do animê.

Após finalizar o Sword Art Online e salvar todos os jogadores, Kirito descobre que Asuna não voltou para o mundo real e permanece em coma. Mas uma imagem na internet chama sua atenção, em outro jogo online alguém tirou a foto de uma garota parecida com Asuna. Agora Kirito volta ao mundo virtual para resgatar sua amada, dessa vez em Alfheim Online, o jogo das fadas.

Vamos começar falando apenas de FD primeiro.
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Não é meu arco favorito de SAO, eu prefiro muito mais Aincrad e o Phantom Bullet no quesito história. Primeiro porque eu acho que FD foi muito mais “resgatar a donzela/dramas do amor” e menos “reflexivo” que os outros. Explico:

Em Aincrad nós temos toda a questão de estar presos no jogo e poder morrer a qualquer momento. Em PB volta toda a questão da morte e o Kirito sofre com as coisas que fez em Aincrad. E esse é o ponto, em FD ele quase nem pensa nisso. Ele passou 3 anos dentro de um jogo mortal, matou pessoas e nem pensa nisso, a única coisa na cabeça dele é “preciso resgatar a Asuna”.

A história também coloca uma personagem nova: Suguha, a irmã de Kirito. Mas então ela descobre que não são irmãos de verdade e acaba se apaixonando por ele, enquanto sem saber, o ajuda dentro do jogo a salvar Asuna. É extremamente clichê e ridículo essa questão do “amor não correspondido”.

Outro ponto ruim da história é o que fazem com Asuna. Se em Aincrad ela era a companheira do Kirito, a ponto de lutar ao seu lado, em FD temos uma donzela fragilizada e prisioneira. Sem contar que realmente tem cenas de ecchi exageradas e vergonhosas quando ela é capturada (alguém me explica a tara dos japas com tentáculos? É nojento).

Novamente vemos o autor não conseguir expandir o universo, ele até tenta, mas é bem leviano nisso, voltando sempre para seu enredo reto.

Bom, mas se não podemos elogiar a história dessa série, podemos elogiar e muito a adaptação em mangá, e aqui eu começo as comparações com o primeiro.SWORD_ART_ONLINE_FAIRY_DANCE__1450088974455159SK1450088974B

Antes de mais nada, é interessante ver como só o número de páginas diz muita coisa: Aincrad eram dois volumes e um total de 388 páginas, FD são três volumes e um total de 790 páginas, só ai já temos mais do que o dobro de páginas, mas não para por ai, APENAS o volume 3 de FD tem 338 páginas, ou seja, só no volume 3 nós temos quase o mesmo número que todo Aincrad. Sério, comparando só esses números já é possível ver qual tem mais conteúdo e qual pega mais história.

Continuamos analisando e vemos outro ponto muito importante numa adaptação: a história segue reta, começo ao fim. “Ah Haag, como assim?

Eu comentei ontem que Aincrad estava confuso, ele ia e voltava no tempo, a história estava embaralhada, muitas coisas faltavam ou tinha sido mudadas. Em FD não, ele começa no lugar certo, segue seu desenvolvimento no caminho certo. É exatamente igual ao que está tanto no animê quanto na novel, nos mesmos momentos e lugares. Fica fácil de ler e entender.

E aqui vemos um ponto ruim da péssima adaptação de Aincrad. Em alguns momentos de FD, principalmente no final do 3, vemos vários personagens e acontecimentos de Aincrad que não estavam no mangá. Sério, eu reconheci e entendi porque vi o animê, mas quem seguiu apenas os mangás com certeza deve ter pensado: quem diabos são eles?
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A arte melhorou demais, se aproximou muito mais da arte das novels e animação, assim como as cenas de luta não ficaram mais confusas e estranhas. Eu gostei muito das capas, achei elas bem bonitas e convidativas, diferente das de Aincrad que eram poluídas demais.

Honestamente, vendo a incrível adaptação de Fairy Dance, fico ainda mais confuso de porque Aincrad foi feito tão porcamente pelos japoneses.

No trabalho da Panini, o destaque é bom. A qualidade física do mangá não é ruim, claro, tem a propaganda enganosa das páginas coloridas, mas isso é o de menos. Todos os volumes são grossos, os primeiros com 226 páginas e o último com 338, isso me deixou com medo de como ficaria para folhear, mas foi bem “gostoso” e tranquilo de ler. Realmente em qualidade acho que foi um dos melhores mangás da linha básica que vi na Panini. Se Akame vier assim vai ficar muito bom.

Para fechar esse longo post, vamos responder a pergunta de sempre: vale a compra?

Se eu fosse pensar apenas em Fairy Dance, eu diria que sim, vale a compra, é um bom mangá em qualidade, preço “bacanudo” e poucos volumes. Vai entreter e divertir, então recomendo sim.

Nota: 4 / 5

Porém, ele é a parte dois, tem Aincrad antes. “Ah Haag, dá pra ler Fairy Dance sem ter lido o Aincrad!“, sim, dá. Porém é a mesma coisa que ler qualquer Puella Magi sem ter lido o Madoka Magica antes, ou talvez pegar algum arco de One Piece aleatoriamente para ler: tu vai entender, mas vai ficar aquele sentimento de que faltou algo.

E ai meus amigos, já não sei se compensa tanto.